População deve seguir as orientações dos órgãos de Saúde para a imunização efetiva

É importante que todas as pessoas tomem duas doses da vacina contra a Covid-19

A enfermeira e professora da Universidade do Estado do Pará (Uepa), Lidiane Vasconcelos, atua diretamente na campanha de vacinação contra a Covid-19, na capital paraense, e destaca algumas dúvidas que notou ao atender o público. “Muitas pessoas perguntam sobre quais reações podem ser provocadas pela vacina. Também questionam se, no caso de Belém, o comprovante de residência e o cartão do SUS têm que estar no nome da pessoa que vai ser vacinada. E aí os profissionais que estão recebendo essas pessoas precisam explicar que o posto de vacinação é orientado a atender os habitantes daquele município e, por isso, é preciso apresentar alguma comprovação de moradia na cidade”, detalha.

Lidiane também comenta que surgem questionamentos sobre o funcionamento do Plano Estadual de Imunização contra a Covid-19. Nem sempre compreendem que a vacinação contra a Covid-19 tem requisitos diferenciados em comparação a outras campanhas, então questionam a razão de alguns grupos terem prioridade na vacina ou porque não podem voltar em um dia aleatório para tomar a dose.

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) ressalta que toda vacina licenciada para uso foi testada antes em diversas fases de avaliação. No Brasil, essa função cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Informações sobre o planejamento da vacinação contra Covid no Pará podem ser vistas no Plano Paraense de Vacinação de Covid-19, disponível aqui, ou no endereço: www.covid-19.pa.gov.br.

Denilson Feitosa, diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa), incentiva a confiança nos imunizantes. “As vacinas são seguras e os efeitos adversos são comuns, não somente na vacina contra a Covid-19, mas em todas as outras, geralmente são leves, como febre e dor no local da aplicação e não são sentidos por todos os que se vacinam. Esses efeitos ocorrem pela estimulação que a substância faz ao nosso organismo, levando-o a produzir uma resposta de curta duração e sem gravidade. É importante lembrar que o grau da reação não está ligado a efetividade da imunização, ou seja, quem tem mais efeito adverso não necessariamente produziu uma resposta melhor que quem não teve nenhum”, explica o gestor.

Em caso de efeito adverso, deve-se procurar atendimento médico para que o Evento Adverso Pós Vacinação (EAPV) seja notificado e investigado pela Secretaria de Saúde e pelo Ministério da Saúde.

Denilson Feitosa reitera que “tem gente deixando de se vacinar porque não tem no posto o imunizante que quer. Nenhuma vacina oferece 100% de proteção contra infecção pela Covid-19 e, por isso, ainda precisamos continuar com a prevenção de máscaras e distanciamento social, mas todas têm eficácia comprovada contra casos graves, que é o que mais queremos evitar nesse momento”, insiste.

Outras recomendações – É importante destacar que a atribuição da Sespa no processo de vacinação é garantir a entrega das doses enviadas pelo Ministério da Saúde para os municípios do Pará. A secretaria organiza a distribuição das doses para os Centros Regionais de Saúde, que distribuem os municípios de acordo com o quantitativo populacional e a atual etapa de vacinação. O envio é feito por via terrestre, aérea e fluvial, com o apoio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Já o poder municipal tem a responsabilidade de coordenar a aplicação das doses de vacina na população da cidade e de atualizar dos dados de vacinação no sistema do Ministério da Saúde.

Texto: Carol Menezes/Secom
Foto: Ag. Pará

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