Hospital Abelardo Santos oferece auriculoterapia e amplia cuidado humanizado aos pacientes
12/02/2026O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém,
promoveu, na manhã de hoje (12), um momento de relaxamento aos pacientes
renais crônicos, com sessões de auriculoterapia. A técnica terapêutica estimula
pontos específicos da orelha com o uso de sementes e contribui para amenizar
sintomas físicos e emocionais, como ansiedade, estresse, insônia e dores no corpo.

Raimundo Rodrigues experimentou a técnica pela primeira vez, aprovou o resultado e parabenizou o HRAS pela iniciativa
mas decidiu participar por causa das dores na coluna. “Quando a profissional
pressionou o ponto relacionado à coluna, senti na hora. Achei interessante”, relata.
Ele acrescenta que a iniciativa ajuda a tornar a rotina de internação mais leve. “Às
vezes passamos muito tempo deitados e a ação vem para somar”, afirmou.

“Nunca tinha visto em hospital público”, destacou Cleonice Rodrigues após passar pela terapia no Abelardo Santos Foto: ASCOM / HRAS
para reduzir os sintomas de ansiedade. “Estamos há seis dias e acabo ficando com
certa ansiedade. Colocaram as sementes na minha orelha e tenho que apertá-las
durante sete dias. Nunca tinha visto isso em nenhum hospital público. É uma
novidade e me deixou muito feliz pelo acolhimento na unidade”, disse a autônoma.
A auriculoterapia é promovida pela equipe de terapeutas ocupacionais do HRAS,
com apoio do Comitê de Humanização, e faz parte das atividades que visam
fortalecer o cuidado integral aos usuários, por meio de ações que valorizam o
bem-estar físico e emocional. Além disso, essa terapia é reconhecida pelo Sistema
Único de Saúde (SUS) como uma Prática Integrativa e Complementar (PICS).
Técnica – Segundo a terapeuta ocupacional Danielle Ferreira, a auriculoterapia é baseada na
ideia de que a orelha possui pontos reflexos que correspondem a diferentes órgãos
e regiões do corpo. O profissional identifica áreas específicas e fixa sementes, que
passam a ser estimuladas com leves pressões ao longo dos dias. Esse estímulo
envia sinais ao sistema nervoso, auxiliando na redução de desconfortos.
No ambiente hospitalar, a terapia atua como estratégia complementar de cuidado
humanizado. “Com aplicação simples e não invasiva, a prática ajuda no tratamento,
pois pacientes mais relaxados apresentam melhor adesão aos cuidados de saúde,
tornando a permanência na unidade mais acolhedora. Além disso, amplia os
serviços de bem-estar que o hospital oferece aos pacientes”, completa Danielle.
Layane Sena, que também é terapeuta ocupacional da unidade, reforçou que a
terapia é oferecida a todos os pacientes. “Por exemplo, as mulheres no período do
puerpério, que estão aguardando a alta do filho. Então é uma tensão normal quando
estamos internados, e podemos fazer algo para mudar essa realidade. Elas relatam
melhora após o processo, o que as deixa mais confiantes no resultado”, pontuou.
O Hospital Abelardo Santos é referência no atendimento à mulher, à criança e aos
povos indígenas e mantém uma estrutura para realizar, em média, 1 milhão de
atendimentos por ano, entre consultas, exames e cirurgias. A unidade disponibiliza à
população 360 leitos de internação. Diante desse volume, as ações de humanização
atuam como suporte ao tratamento em todas as frentes e para diferentes públicos.
Texto: Diego Monteiro (Ascom/HRAS)




