Servidores da Sespa terão “Semana do Servidor Público”

semana do servidor publicoEm alusão ao 27 de outubro, Dia do Funcionário Público, a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Pará) realiza no período de 28 a 30 deste mês uma programação contendo palestras, debates e atividades culturais, que também culminarão na nova edição do projeto “Sexta de Saúde e Lazer”, que mensalmente proporciona ao servidor da Secretaria momentos de conhecimento, informação, cultura e entretenimento.
O roteiro das atividades foi elaborado pela equipe da Gerência de Atenção ao Trabalhador (GAT), vinculada à Diretoria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (DGTES), com o objetivo de promover momentos de descontração na rotina de trabalho e associá-los à adoção e ao fortalecimento da consciência sobre a importância de reduzir vulnerabilidades.
No dia 28, o início das atividades acontecerá no auditório do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Pará (Igeprev) com uma palestra sobre Assédio Moral, a ser ministrada por Laura Nogueira, psicóloga e pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego.
O tema abordado é de extrema importância para o trabalhador saiba até que ponto está exposto a situações que me remetam ao assédio moral, que é considerado crime de acordo com o artigo 136-a do novo Código Penal, com base no Decreto lei 4.742, de 2001 e amparado pelo artigo 483 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que define que o empregado poderá rescindir o contrato e pedir indenização por danos morais. O assédio moral está também previsto na legislação do funcionalismo público de diversos municípios e estados e da União, com dispositivos semelhantes aos da CLT.
No dia 29, também no auditório do Igeprev, a nutricionista do GAT, Valéria de Menezes, fará uma palestra com o tema “Segredos de um coração saudável”. No dia seguinte, 30, de 11 às 14 horas, uma série de atividades culturais serão realizadas no hall de entrada do Nível Central da Sespa, em Belém. Haverá projeção de vídeos educativos visando a promoção, prevenção e proteção à saúde, seguida de apresentação da cantora e violonista paraense Juliana Franco, vencedora de dois festivais e cantora revelação de 2013 destacada pela mais recente edição do Baile dos Artistas.
Mais informações pelos telefones do DGTES: 4006-4332 e 4326.

22 out 2014

Ocorrências de dengue no Pará continuam em queda

Casos de dengue no Pará diminuíram 67% em 2014 se comparados aos nove primeiros meses do ano passado. Esses dados correspondem ao décimo Informe Epidemiológico sobre a Situação da Dengue no Pará em 2014, divulgado mensalmente pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). De janeiro a 11 de outubro deste ano foram confirmados 2.543 casos da doença. No mesmo período de 2013, 7.807 pessoas já haviam sido oficialmente diagnosticadas com a doença.

O Informe chama a atenção dos profissionais de Saúde e do público em geral para a nova classificação para os casos de dengue (dengue, dengue com sinais de alarme e dengue grave), proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), adotada pelo Ministério da Saúde desde março de 2014 e compartilhada por secretarias estaduais e municipais de Saúde.

Os itens substituem a classificação anterior: dengue clássica, dengue com complicações e dengue hemorrágica. “Considerando que os casos que tiveram o início dos sintomas no final de 2013 têm 60 dias para serem encerrados no Sistema de Informação de Agravo de Notificação (SINAN), teremos no decorrer deste ano o sistema convivendo com as duas classificações”, pontua o documento.

De acordo com a Coordenação Estadual de Controle da Dengue, dos 2.543 casos confirmados, 720 deles receberam a nova classificação, sendo 695 de dengue, 23 de dengue com sinais de alarme e dois por dengue grave. Já pela classificação anterior houve 1.823 casos da doença, sendo 1.816 de dengue clássico, seis de dengue com complicação e um de dengue hemorrágico.

Os seis municípios com maior número de casos confirmados este ano são Parauapebas (502), Senador José Porfírio (271), Belém (265), Oriximiná (189), Pacajá (169) e São Félix do Xingu (168). Uma morte pela doença foi confirmada até o momento em 2014 no Estado: a de morador de Oriximiná ocorrida em São Luiz, Maranhão. Outra morte por suspeita de dengue está sendo ainda investigada: trata-se de um morador de Parauapebas que se encontrava em Goiânia, Goiás. No ano passado foram oito óbitos por dengue no Pará e, em 2012, seis.

Os dados da Sespa apontam ainda que a redução dos casos de dengue já vem ocorrendo desde 2011, quando 15.537 já haviam sido confirmados até o final de setembro daquele ano. Pela sequência, houve 13.519 em 2012, 7.807 no ano passado e 2.543 em 2014, sempre nos nove primeiros meses de cada ano.

A Coordenação Estadual orienta as Secretarias Municipais de Saúde a informarem em 24 horas a ocorrência de casos graves e óbitos suspeitos de dengue. Para a confirmação de óbitos por dengue é necessária a investigação epidemiológica com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames laboratoriais específicos, em laboratórios credenciados do Estado, como o Laboratório Central (Lacen), e no Instituto Evandro Chagas (IEC), que são preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério para o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sinan.

Verão e chuvas

Ainda que o Pará esteja no clima de verão, as chuvas continuam caindo em menor quantidade e o risco de contrair dengue ainda permanece. Por isso, a Sespa alerta a população sobre os cuidados necessários para prevenir a doença, como a retirada de objetos que possam acumular água nos quintais, de folhas e outros materiais, além da limpeza de calhas, para evitar água parada e impedir a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Quando há necessidade, equipes da Sespa orientam os municípios para manter a doença sob controle, uma vez que não é função da Secretaria Estadual ir às ruas chamar a atenção da população. Essa missão é delegada às secretarias municipais, que devem executar o bloqueio imediato da transmissão, nas localidades ou bairros que notificam casos; elaborar e colocar em prática atividades de educação e comunicação, visando à sensibilização da população para o problema; articular com órgãos municipais de saneamento e limpeza urbana ações para a melhoria da coleta e destinação adequada do lixo, e manutenção das atividades de rotina no combate ao mosquito transmissor.

Serviço: Mais informações sobre dengue são fornecidas pelas Secretarias Municipais de Saúde de Ananindeua (91) 3073-2220; Marabá (94) 3324-4904; Marituba (91) 3256-8395; Santarém (94) 3524-3555, e Tucuruí (94) 3778-8378. Em Belém, além dos telefones (91) 3344-2475, 3344-2459 e 3277-2485, estão disponíveis os telefones dos Distritos Administrativos da Prefeitura: Daben (3297-3275), Daent (3276-6371), Dagua (3274-1691), Daico (3297-7059), Damos (3771-3344), Daout (3267-2859), Dasac (3244-0271) e Dabel (3277-2485).

17 out 2014

Sespa inicia capacitações pelo QualiSUS em Belém

20141015_090240A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) deu início, neste mês de outubro, a uma agenda inédita de cursos de capacitação de Atenção à Rede de Urgência e Emergência, voltada aos profissionais de saúde do Pará que atuam nos municípios pertencentes à Messoregião do Bico do Papagaio, que agrega ainda trechos de Tocantins e Maranhão.

As atividades começaram por Marabá e prosseguem em Belém sob a execução da Futura Cursos, com orientação da equipe da Sespa que coordena o Projeto de Formação e Melhoria da Qualidade da Rede de Atenção à Saúde (QualiSUS-Rede), institucionalizado pelo Ministério da Saúde para reforçar e ampliar a interligação dos diversos níveis de atenção necessários para o tratamento dos pacientes que buscam o Sistema Único de Saúde (SUS), com recursos da União e do BIRD.

Os cursos correspondem a um dos itens que destacam os objetivos do projeto, que trata da qualificação do cuidado em saúde, incentivando a definição e implantação de protocolos clínicos, linhas de cuidado e processos de capacitação profissional. A coordenadora do QualiSUS-Rede pela Sespa, Rita de Cássia Araújo, ressalta que os profissionais em treinamento terão certificação internacional pela American Heart Association (AHA), organização voluntária dos Estados Unidos, cuja política de atuação tem como objetivo a investigação, formação e prevenção das doenças cardiovasculares e acidentes vasculares cerebrais.

A agenda dos cursos em Belém acontece desde o dia 13 de outubro, no hotel Beira Rio, em que 50 profissionais, entre médicos, enfermeiros e técnicos de Enfermagem, participaram do Basic Life Support – Suporte Básico de Vida (SBV). Entre 17 e 18 de outubro, 50 profissionais, entre médicos e enfermeiros divididos em duas turmas, participam do Advanced Cardiologic Life Support (ACLS) – Suporte Avançado de Vida em Cardiologia. Já entre os dias 21 e 24, em duas turmas, esses profissionais serão treinados em PHTLS – Suporte de Vida no Pré-Hospitalar.

A última atividade do mês acontecerá entre os dias 30 de outubro e 02 de novembro, com o PALS – Suporte de Vida Avançado em Pediatria. Nos dias 6 e 07 fevereiro de 2015, os mesmos 50 profissionais participarão do curso de ALSO – Suporte de Vida Avançado em Obstetrícia. O treinamento ministrado em Belém tem a atuação dos profissionais em atividade na capital paraense e nos municípios de Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara.

(Fotos cedidas por Milena Castanho).

17 out 2014

Sespa convoca profissionais de Saúde para treinamento sobre chikungunya

A Secretaria de Saúde Pública do Pará (Sespa) realizará entre 30 de setembro e 02 de outubro, na Escola de Governo, em Belém, um treinamento sobre a febre chikungunya, que será direcionado aos profissionais de saúde que atuam nas vigilâncias epidemiológicas dos municípios paraenses. A capacitação faz parte de uma agenda do Ministério da Saúde (MS), que tem enviado aos Estados equipes compostas por médico infectologista e por técnicos de vigilância epidemiológica e controle vetorial para ministrarem treinamentos com as informações mais atuais sobre o Plano de Contingência.

Na prática, a intenção é fazer com que médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais estejam informados o suficiente para ter agilidade no atendimento a pacientes com sintomas suspeitos, tal como ocorreu em agosto, quando o único caso até agora registrado no Pará, mesmo importado, contou com o pronto atendimento e assistência da equipe de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) e retaguarda laboratorial do Instituto Evandro Chagas (IEC).

Tratava-se um turista de 37 anos, natural de Saint-Rose; Ilha de Guadalupe, território francês no Caribe, que veio da Guiana Francesa, país onde a doença é comum, com a esposa e a filha de férias para Belém. Durante cerca de cinco dias, a Sesma acompanhou o quadro clínico do paciente e monitorou o bairro da Marambaia, em Belém, onde permaneceu em tratamento até o dia 23 de agosto, quando prosseguiu a viagem de férias com destino a Santarém, com um quadro estabilizado.

O treinamento em Belém faz parte de um procedimento de rotina da Secretaria de Vigilância em Saúde do MS já acordado com as secretarias estaduais de Saúde, que têm a função de estimular a participação dos técnicos das secretarias municipais em função do risco real de introdução e transmissão da febre chiKungunya no país, já que o mosquito transmissor da doença é o mesmo vetor da dengue.

Para tanto, a Diretoria de Vigilância em Saúde da Sespa já emitiu informes às secretarias de saúde municipais para que destaquem técnicos para a participação no treinamento.  “É importante que venham para a capacitação, pois é a forma ideal para nos adiantarmos sobre o assunto e assistir a população da melhor maneira”, recomenda Agostinho Limeira, coordenador estadual do Programa de Controle da Dengue.

Na terça-feira, 30, pela manhã e à tarde, a capacitação será feita pelo coordenador do Sistema de Administração da Saúde (SAS) do MS, Rodrigo Said, e pelo médico infectologista da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), José Cerbino Neto, acerca da classificação de risco e manejo dos pacientes com suspeita de chikungunya.  Na quarta-feira, primeiro de outubro, a apresentação e discussão das ações do Plano de Contingência serão feitos por Matheus Cerroni e Fernando Avendanho, do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD) e por Rodrigo Said e Olavo Fontoura, do SAS. Na quinta-feira, dois de outubro, os participantes do treinamento continuarão o debate com a mesma equipe do dia anterior, sempre em dois turnos.

Medidas

Com a chegada da doença na Região das Américas, no final de 2013, quando foi confirmada a transmissão autóctone no Caribe, o Ministério da Saúde elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância, a preparação de resposta da rede de saúde, o treinamento de profissionais, a divulgação de medidas às secretarias de saúde e a preparação de laboratórios de referência para o diagnóstico da doença.

Em termos práticos, o Ministério emite alertas técnicos às secretarias estaduais, que por sua vez orientam as municipais a fazerem a busca ativa de pacientes suspeitos. Na mesma linha de conduta, médicos e laboratórios recebem orientações sob a melhor forma de agir diante da nova doença.

De todo modo, o mais importante é evitar os criadouros dos mosquitos que podem transmitir a doença. Isso previne tanto a ocorrência de surtos de dengue como de chikungunya. Quando há notificação de caso suspeito, as Secretarias Municipais de Saúde devem adotar ações de eliminação de focos do mosquito nas áreas próximas à residência, ao local de atendimento dos pacientes e nos aeroportos internacionais da cidade em que aqueles residam.

Sintomas 

A chikungunya é causada por um vírus do gênero Alphavirus, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, sendo o Aedes Aegypti e o Aedes Albopictus, que também podem transmitir a dengue, os principais vetores. Embora os vírus da febre chikungunya e os da dengue tenham características distintas, os sintomas das duas doenças são semelhantes.

Na fase aguda da chikungunya a febre é alta, aparece de repente e vem acompanhada de dor de cabeça, dor muscular, erupção na pele, conjuntivite e o sintoma mais característico: dor forte nas articulações, que pode perdurar por meses e, em certos casos, converter-se em uma dor crônica incapacitante para algumas pessoas, segundo cita a nota informativa do MS.

O tratamento da doença consiste somente no alívio dos sintomas, que costumam durar de três a 10 dias. A terapia utilizada é composta de analgésicos – como o paracetamol -, hidratação e repouso. A exemplo da dengue, ainda não há vacina disponível para combater a chikungunya.

Atualmente, o laboratório de referência para realizar o diagnóstico laboratorial da chikungunya é o Instituto Evandro Chagas, do Ministério da Saúde, localizado no Pará. Outros laboratórios de saúde pública estão em fase de treinamento para adotar o exame de detecção do vírus CHIKV.  (Com informações do Ministério da Saúde).

Confira perguntas e respostas sobre chikungunya: http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/setembro/16/Perguntas-e-Respostas-sobre-Chikungunya.pdf

26 set 2014