Sespa participa de reunião sobre a Missão Gota 2026 no Pará
20/02/2026
Leonardo Barbosa e Michelly Souza em reunião com o representante da Aeronáutica
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) participou, nos dias 10 e 11 de fevereiro, na Base Aérea de Manaus, da reunião de planejamento e articulação da Missão Gota 2026, que tem o objetivo de atualizar o esquema vacinal de crianças, adolescentes, adultos e idosos que vivem em áreas de difícil acesso na região amazônica. Este ano, a Missão será realizada nos meses de julho e agosto nos municípios de Chaves e Oriximiná.
A Missão Gota é uma atividade do Ministério da Saúde em parceria do Ministério da Defesa, o Comando da Aeronáutica e as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

Técnicos das Secretarias de Saúde dos estados da Região Norte
Na reunião em Manaus, a Sespa foi representada pelos técnicos da Coordenação Estadual de Imunizações, Leonardo Barbosa e Michelly Souza. Também participaram representantes das Secretarias Estaduais de Saúde de outros estados da Região Norte.
De acordo com Michelly Souza, no Pará, a Missão Gota tem contemplado populações quilombolas e ribeirinhas, contribuindo para a prevenção de adoecimento, hospitalizações e óbitos por diversas doenças imunopreveníveis. “Nosso objetivo é manter esse foco em 2026, priorizando essas populações”, destacou.
Ela lembrou que a Missão Gota atendeu os municípios de Altamira, Chaves e Oriximiná em 2025, contemplando mais de 40 localidades e aplicando aproximadamente 10 mil doses de vacinas
Leonardo Barbosa informou que para a escolha das localidades em cada município, a Sespa considera critérios como: adesão do município à Missão Gota, situação epidemiológica, existência de áreas de difícil acesso com baixa oferta de vacinação e disponibilidade de local adequado para pouso de helicóptero.
Segundo ele, o deslocamento por helicóptero possibilita que as equipes de vacinação cheguem com os imunizantes em condições adequadas a áreas cujo acesso por outros meios enfrenta diferentes adversidades, como rios não navegáveis durante grande parte do ano, cachoeiras que impedem o acesso por embarcação, ilhas fluviais e localidades distantes das sedes municipais.
Texto: Roberta Vilanova/Sespa
Fotos: Divulgação


