Policlínica Metropolitana promove ações de conscientização sobre o autismo

Policlínica Metropolitana promove ações de conscientização sobre o autismo

09/04/2026 Off Por ASCOM

“Uma ação muito boa, importante mesmo. A gente vê que é um tema que precisa ser mais falado, e a ação foi bem acolhedora”. A avaliação é da usuária Roberta Smith, de 33 anos, moradora de Belém, que participou de uma das atividades realizadas pela Policlínica Metropolitana, na capital paraense, em alusão ao mês de conscientização sobre o autismo, o chamado Abril Azul.

Ela conta que, apesar de já ter algum conhecimento sobre o tema, a iniciativa contribuiu para ampliar sua compreensão. “Aprendi várias coisas que eu não sabia, principalmente sobre como identificar e entender melhor”, afirmou. O cuidado da equipe também chamou atenção. “Deu para ver o empenho dos profissionais em cada detalhe. Eu também amei a decoração da unidade, ficou bonita e acolhedora, desde a entrada até aqui dentro nos consultórios”, completou.

Grupo de Trabalho de Humanização da Policlínica realiza palestras e roda de conversa para usuários e colaboradores

Grupo de Trabalho de Humanização da Policlínica realiza palestras e roda de conversa para usuários e colaboradores Foto: Ascom/Policlínica Metropolitana

As ações fazem parte da programação desenvolvida pelo Grupo de Trabalho de Humanização (GTH) da unidade, que inclui palestras educativas para usuários e será encerrada nesta quinta-feira (10), com uma roda de conversa voltada aos colaboradores.

Durante as atividades, a psicóloga Lorena dos Santos destacou o papel da informação no combate ao preconceito e na promoção da inclusão. “A conscientização é essencial para ampliar o conhecimento da população sobre o transtorno do Espectro Autista, reduzir estigmas e promover inclusão. Quando a sociedade compreende melhor o tema, há mais respeito às diferenças e maior acolhimento às pessoas autistas e suas famílias”, explicou.

Segundo a profissional, a abordagem adotada nas ações buscou aproximar o tema do público de forma acessível. “Realizamos uma fala breve, de forma acessível e acolhedora, trazendo informações básicas sobre o autismo. Também promovemos interações com os usuários por meio de uma dinâmica de ‘mitos e verdades’, estimulando a participação e facilitando o esclarecimento de dúvidas”, detalhou.

Foto: Ascom/Policlínica Metropolitana

Entre os principais questionamentos da população, estão o diagnóstico e os sinais precoces. “As principais dúvidas envolvem o diagnóstico, especialmente os sinais precoces, onde procurar apoio e como identificar os níveis de suporte”, disse.

Lorena também reforçou a necessidade de combater ideias equivocadas ainda presentes na sociedade. “O autismo não é uma doença que precisa de cura, mas uma condição do neurodesenvolvimento. O foco deve ser inclusão, suporte multiprofissional e qualidade de vida. Comportamentos como estereotipias, seletividade alimentar ou crises sensoriais não são ‘birra’, mas formas de regulação emocional ou expressão. Esses tabus dificultam a inclusão e reforçam preconceitos, por isso ações como essa são fundamentais”, destacou.

Atuação

Inserida na rede pública de saúde como referência em diagnóstico rápido e cuidado integral, a Policlínica Metropolitana — unidade do Governo do Pará gerenciada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA) — reúne 26 especialidades médicas, atendimento multiprofissional e exames de baixa a alta complexidade em um único espaço, fortalecendo ações de promoção à saúde e educação em saúde.

Foto: Ascom/Policlínica Metropolitana

Para a gerente assistencial da unidade, Kérina Quaresma, discutir o autismo no ambiente de saúde é essencial para garantir um atendimento mais qualificado e humanizado. “Falar sobre o autismo é ampliar o olhar para as necessidades de cada paciente. Quando os profissionais estão preparados e a sociedade mais informada, conseguimos promover um cuidado mais sensível, inclusivo e efetivo, respeitando as particularidades de cada pessoa”, afirmou a enfermeira.

Já a gerente administrativa, Gleice Moraes, destacou o papel das ações promovidas pelo GTH na construção de um ambiente mais consciente e acolhedor. “Essas programações são fundamentais porque fortalecem o conhecimento dentro da unidade e também aproximam os usuários do tema. O GTH tem esse papel de promover debates e ações que humanizam o cuidado e estimulam a empatia, contribuindo diretamente para a qualidade dos serviços de saúde”, ressaltou.

A Policlínica Metropolitana integra a rede estadual de saúde que vem sendo fortalecida pelo Governo do Pará no atendimento às pessoas com autismo. Com a expansão dos serviços especializados — que já somam sete unidades no estado, incluindo a mais recente em Santarém —, a estratégia tem como foco a descentralização do cuidado e a qualificação contínua dos profissionais de saúde. “Promover saúde, é promover informação”, concluiu Moraes.

Texto: Ascom/Policlínica Metropolitana