Policlínica Metropolitana reforça importância do diagnóstico precoce de hemofilia
16/04/2026Referência em atendimentos especializados na rede de saúde estadual, a Policlínica Metropolitana de Belém tem papel fundamental no diagnóstico e acompanhamento de pacientes com hemofilia, doença genética que afeta a coagulação do sangue e exige cuidado contínuo ao longo da vida. A pauta ganha ainda mais relevância diante da necessidade de ampliar o diagnóstico precoce e garantir o fluxo adequado no sistema público de saúde.
De acordo com a hematologista Ana Virginia Van Den Berg, a hemofilia é caracterizada pela deficiência de fatores de coagulação, essenciais para interromper sangramentos. “A hemofilia ocorre pela ausência ou redução dos fatores de coagulação, principalmente o fator VIII, na hemofilia A, ou o fator IX, na hemofilia B. Isso faz com que a pessoa tenha dificuldade em estancar sangramentos, mesmo após pequenos traumas”, explica a especialista.
O reconhecimento dos sinais é o primeiro passo para o diagnóstico. Sangramentos frequentes, prolongados ou desproporcionais, além de histórico familiar, devem ser investigados. Em crianças, hematomas recorrentes e sangramentos após vacinas ou pequenas lesões costumam ser os primeiros indicativos da doença.
Exames e sintomas – A confirmação diagnóstica é feita por exames laboratoriais. “A investigação inicial inclui exames de coagulação, como o tempo de tromboplastina parcial ativada, que geralmente apresenta alterações. Já o diagnóstico definitivo ocorre com a dosagem dos fatores de coagulação, que identifica qual fator está reduzido e permite classificar a gravidade da doença”, completa Ana Virginia Van Den Berg.
Entre os sintomas mais comuns estão sangramentos prolongados, episódios espontâneos — principalmente em articulações e músculos —, hematomas frequentes e sangramentos nas gengivas e no nariz. Em casos mais graves podem ocorrer sangramentos internos sem causa aparente, o que reforça a necessidade de acompanhamento especializado.
Um dos principais desafios ainda é o diagnóstico precoce, especialmente em regiões onde o acesso à informação e a exames específicos é limitado. Sem o tratamento adequado, a doença pode causar complicações, como danos articulares permanentes e limitações físicas.
Apesar de não ter cura, a hemofilia pode ser tratada com a reposição dos fatores de coagulação. “Com acompanhamento contínuo e adesão ao tratamento é possível controlar os sangramentos e garantir qualidade de vida ao paciente”, ressalta a médica.
Compromisso – Na rede pública de saúde, o atendimento segue o fluxo da Regulação, garantindo acesso aos serviços especializados. A doença atinge predominantemente pessoas do sexo masculino, por estar ligada ao cromossomo X. A maioria dos pacientes é acompanhada desde a infância, embora casos mais leves possam ser diagnosticados apenas na vida adulta.
O fortalecimento da assistência na Policlínica Metropolitana reforça o compromisso da rede estadual em ampliar o acesso ao diagnóstico e assegurar cuidado contínuo aos pacientes com hemofilia, promovendo mais qualidade de vida e autonomia.
Alerta – Ao reforçar a importância da organização do cuidado na rede pública, a diretora Técnica da Policlínica Metropolitana, Camylla Rocha, destaca o papel estratégico da unidade no fluxo assistencial. “Na Policlínica Metropolitana o papel da hematologia é fundamental na investigação inicial e no encaminhamento adequado dos pacientes dentro da rede SUS. O acesso ocorre por meio do Sistema Estadual de Regulação (SER), após avaliação na Atenção Básica. A Policlínica realiza o suporte diagnóstico e o encaminhamento para serviços especializados de referência em tratamento de coagulopatias”, informa Camylla Rocha.
A médica também reforça o impacto do diagnóstico precoce. “Quanto mais cedo identificamos a doença, maiores são as chances de prevenir sangramentos graves e preservar a qualidade de vida do paciente. A informação é uma das principais ferramentas de cuidado”, reitera a dirtora.
Texto: Ascom/Policlínica Metropolitana


