No Hemopa, serviço social atua entre a doação de sangue e o acesso à saúde no Pará
15/05/2026Com 36 assistentes sociais distribuídos entre sede, postos de coleta e unidades do interior, atuação envolve acolhimento, orientação, campanhas externas e fortalecimento da hemorrede estadual
rofissionais ganha evidência na Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), onde o trabalho acompanha desde a orientação a doadores até o acolhimento de pacientes e familiares. Em diferentes frentes da hemorrede estadual, o serviço social contribui para ampliar o acesso à informação, fortalecer vínculos e apoiar a continuidade do cuidado em saúde.
Antes da doação, da transfusão ou da continuidade de um tratamento, muitas pessoas chegam à instituição com dúvidas, inseguranças ou buscando orientações sobre acesso aos serviços. Na sede do Hemopa, em Belém, o atendimento social acompanha desde doadores de primeira vez até familiares de pacientes que procuram informações sobre procedimentos transfusionais, além de orientar sobre cadastro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), direitos relacionados à doação e atendimento a doadores fenotipados.

Camila Medina, assistente social da Fundação Hemopa, atua no acolhimento, orientação e vínculo com doadores, pacientes e familiares. Foto: Felipe Borges – Ascom/Hemopa
A atuação também inclui o acompanhamento de doadores por aférese, pacientes que necessitam de compatibilidade sanguínea antes de procedimentos e familiares que buscam esclarecimentos sobre o processo transfusional. “Não é só uma conversa. É acolhimento, orientação e sensibilização para que as pessoas compreendam como podem contribuir e acessar os serviços”, reforça Camila.

Juciara Farias, gerente de Captação de Doadores da Fundação Hemopa, destaca o serviço social como ferramenta de promoção da saúde pública e sensibilização para doação. Foto: Felipe Borges – Ascom/Hemopa
Segundo ela, o impacto da atuação vai além do atendimento individual. “As assistentes sociais trabalham diretamente na promoção social da vida e da saúde das pessoas que precisam de transfusão. O objetivo do nosso trabalho é saúde pública”, afirma.

Lorene Mota, assistente social da Fundação Hemopa, atua em campanhas externas para ampliar o acesso à doação de sangue. Foto: Felipe Borges – Ascom/Hemopa
O desafio se amplia no interior do estado, onde as distâncias entre municípios e o acesso à informação podem influenciar diretamente a mobilização para a doação voluntária. Em Capanema, o Hemonúcleo é responsável pelo abastecimento hemoterápico de 16 municípios da região e desenvolve ações educativas voltadas à conscientização sobre doação de sangue e cadastro para doação de medula óssea.
A atuação integra uma rede formada por 36 assistentes sociais distribuídos entre a sede da Fundação Hemopa, postos de coleta e unidades da hemorrede no interior do Pará, acompanhando demandas relacionadas ao acolhimento de pacientes e familiares, orientação social, campanhas externas e mobilização para doação de sangue.

Luiza Helena Santana, assistente social do Hemonúcleo de Capanema, desenvolve ações educativas e orientação social em municípios do interior. Foto: Henca/Hemopa
O presidente da Fundação Hemopa, Paulo Bezerra, destaca que a atuação desses profissionais integra o cuidado prestado pela instituição à população paraense. “A assistente social tem um papel fundamental no trabalho da Fundação Hemopa, promovendo acolhimento, orientação e humanização no atendimento aos pacientes, doadores e familiares. Sua atuação contribui para garantir acesso aos serviços, fortalecer vínculos sociais e ampliar o cuidado integral e humanizado na hemorrede pública do Pará”, ressalta.
Na Fundação Hemopa, o serviço social acompanha demandas que vão do acolhimento de familiares à mobilização de doadores e à orientação em municípios do interior. Uma atuação presente em diferentes etapas do cuidado em saúde e que contribui para fortalecer o funcionamento da hemorrede estadual, ampliar o acesso à informação e apoiar a doação voluntária de sangue no Pará.


