Hospital da Transamazônica estimula atividades físicas adaptadas que podem ser feitas até depois da alta

Hospital da Transamazônica estimula atividades físicas adaptadas que podem ser feitas até depois da alta

24/02/2026 Off Por ASCOM

A aposentada Sônia Adélia da Silva Varella, de 77 anos, é exemplo de determinação. Há um ano e quatro meses, ela foi diagnosticada com problemas renais graves e passou a realizar sessões regulares de hemodiálise no HRPT. “Se fosse antes eu não sabia o que era dor nem na unha”, relata. Mesmo com a mudança na rotina, ela mantém uma postura ativa. “Eu faço caminhada duas vezes por dia, de manhã e de tarde. Caminho 50 minutos, uma hora”, conta. Além das caminhadas, Sônia também pratica pilates.

Foto: Divulgação

Atividade física como aliada do tratamento

A hemodiálise é um procedimento realizado várias vezes por semana, responsável por filtrar o sangue e eliminar toxinas, função desempenhada pelos rins quando estão saudáveis. Apesar de ser um tratamento exigente, especialistas reforçam que a prática de exercícios é recomendada, desde que com orientação adequada.

O nefrologista do Setor de Hemodiálise do HRPT, Eduardo dos Anjos, explica que pacientes em diálise podem e devem se manter ativos. “É interessante fazer atividade física tanto para a saúde física quanto mental, principalmente em idosos, para manter a autonomia funcional dentro de casa, diminuindo os riscos de quedas e acidentes domésticos”, orienta.

O médico ressalta que é fundamental respeitar os limites do corpo. “Se não tiver nenhuma doença incapacitante, como amputação, insuficiência cardíaca descompensada, doença coronariana ou arritmia não controladas, deve fazer a atividade, de preferência com supervisão de um profissional e liberação da equipe de Nefrologia”, completa.

No HRPT, os pacientes recebem orientação constante sobre a importância de incorporar exercícios à rotina. Em alguns casos, as atividades são realizadas na própria unidade hospitalar, especialmente com pessoas que permanecem internadas por mais tempo ou apresentam limitações de mobilidade.

Reabilitação e prevenção

O fisioterapeuta Vinicius Santana destaca que os exercícios são indispensáveis no processo de recuperação. “Atenuam a perda de massa muscular, melhoram a capacidade funcional e reduzem o risco cardiovascular”, afirma. Segundo ele, pacientes e familiares são conscientizados sobre a importância da prática regular, integrada ao processo de reabilitação motora.

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Diariamente, as equipes multiprofissionais realizam visitas para acompanhar a evolução clínica e, quando necessário, ajustar as condutas terapêuticas.

Dicas de exercícios para fazer em casa

O fisioterapeuta Vinicius Santana indica três exercícios simples que podem ser feitos em casa, sempre respeitando os limites individuais e, se necessário, com acompanhamento:

Levantando da cadeira – Sentar em uma cadeira, afastar levemente as pernas com os pés apontados para frente e levantar os braços ao se erguer. Ao retornar, projetar o quadril para trás e descer lentamente. O exercício fortalece membros inferiores, tronco, além de trabalhar equilíbrio e coordenação motora. É recomendado que pessoas com limitações estejam acompanhadas.

Subindo e descendo degrau – Utilizar um degrau ou escada baixa, subindo e descendo com um pé de cada vez. Realizar o movimento ao menos três vezes antes de alternar o pé. Também fortalece membros inferiores, tronco e equilíbrio. Pessoas com restrição de mobilidade devem realizar com supervisão.

Flexão inclinada – Apoiar as mãos em uma parede ou superfície firme, mantendo o corpo inclinado. Flexionar os cotovelos e retornar à posição inicial, realizando três séries de dez repetições. É importante manter as mãos bem posicionadas para evitar escorregões.

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Em caso de dúvidas, a orientação é buscar auxílio profissional. No Hospital Regional Público da Transamazônica, os usuários podem solicitar atendimento da equipe multiprofissional e seguir as recomendações específicas para cada caso.

Ao investir em orientação, acompanhamento especializado e ações de reabilitação, o Governo do Pará fortalece a assistência regional em saúde e contribui para a promoção de mais autonomia e qualidade de vida aos pacientes atendidos na região da Transamazônica.

Texto: Ascom/HRPT