Hospital Abelardo Santos oferece auriculoterapia e amplia cuidado humanizado aos pacientes

Hospital Abelardo Santos oferece auriculoterapia e amplia cuidado humanizado aos pacientes

12/02/2026 Off Por ASCOM

O Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém,
promoveu, na manhã de hoje (12), um momento de relaxamento aos pacientes
renais crônicos, com sessões de auriculoterapia. A técnica terapêutica estimula
pontos específicos da orelha com o uso de sementes e contribui para amenizar
sintomas físicos e emocionais, como ansiedade, estresse, insônia e dores no corpo.

Raimundo Rodrigues experimentou a técnica pela primeira vez, aprovou o resultado e parabenizou o HRAS pela iniciativa

Raimundo Rodrigues experimentou a técnica pela primeira vez, aprovou o resultado e parabenizou o HRAS pela iniciativa

Raimundo Rodrigues, 73 anos, disse que nunca havia ouvido falar da técnica,
mas decidiu participar por causa das dores na coluna. “Quando a profissional
pressionou o ponto relacionado à coluna, senti na hora. Achei interessante”, relata.
Ele acrescenta que a iniciativa ajuda a tornar a rotina de internação mais leve. “Às
vezes passamos muito tempo deitados e a ação vem para somar”, afirmou.
“Nunca tinha visto em hospital público”, destacou Cleonice Rodrigues após passar pela terapia no Abelardo Santos

“Nunca tinha visto em hospital público”, destacou Cleonice Rodrigues após passar pela terapia no Abelardo Santos Foto: ASCOM / HRAS

 

Cleonice Rodrigues, 57 anos, está acompanhando o tio e aproveitou o momento
para reduzir os sintomas de ansiedade. “Estamos há seis dias e acabo ficando com
certa ansiedade. Colocaram as sementes na minha orelha e tenho que apertá-las
durante sete dias. Nunca tinha visto isso em nenhum hospital público. É uma
novidade e me deixou muito feliz pelo acolhimento na unidade”, disse a autônoma.

A auriculoterapia é promovida pela equipe de terapeutas ocupacionais do HRAS,
com apoio do Comitê de Humanização, e faz parte das atividades que visam
fortalecer o cuidado integral aos usuários, por meio de ações que valorizam o
bem-estar físico e emocional. Além disso, essa terapia é reconhecida pelo Sistema
Único de Saúde (SUS) como uma Prática Integrativa e Complementar (PICS).

Técnica – Segundo a terapeuta ocupacional Danielle Ferreira, a auriculoterapia é baseada na
ideia de que a orelha possui pontos reflexos que correspondem a diferentes órgãos
e regiões do corpo. O profissional identifica áreas específicas e fixa sementes, que
passam a ser estimuladas com leves pressões ao longo dos dias. Esse estímulo
envia sinais ao sistema nervoso, auxiliando na redução de desconfortos.

A aplicação das sementes em pontos da orelha é simples e segura - a profissional utiliza uma pinça para fixá-las, e o paciente pode estimular os pontos ao longo de sete dias

A aplicação das sementes em pontos da orelha é simples e segura – a profissional utiliza uma pinça para fixá-las, e o paciente pode estimular os pontos ao longo de sete dias. Foto: ASCOM / HRAS

No ambiente hospitalar, a terapia atua como estratégia complementar de cuidado
humanizado. “Com aplicação simples e não invasiva, a prática ajuda no tratamento,
pois pacientes mais relaxados apresentam melhor adesão aos cuidados de saúde,
tornando a permanência na unidade mais acolhedora. Além disso, amplia os
serviços de bem-estar que o hospital oferece aos pacientes”, completa Danielle.

Layane Sena, que também é terapeuta ocupacional da unidade, reforçou que a
terapia é oferecida a todos os pacientes. “Por exemplo, as mulheres no período do
puerpério, que estão aguardando a alta do filho. Então é uma tensão normal quando
estamos internados, e podemos fazer algo para mudar essa realidade. Elas relatam
melhora após o processo, o que as deixa mais confiantes no resultado”, pontuou.

O Hospital Abelardo Santos é referência no atendimento à mulher, à criança e aos
povos indígenas e mantém uma estrutura para realizar, em média, 1 milhão de
atendimentos por ano, entre consultas, exames e cirurgias. A unidade disponibiliza à
população 360 leitos de internação. Diante desse volume, as ações de humanização
atuam como suporte ao tratamento em todas as frentes e para diferentes públicos.

Texto: Diego Monteiro (Ascom/HRAS)