Hospital da Mulher do Pará é referência no tratamento para a fibromialgia

Hospital da Mulher do Pará é referência no tratamento para a fibromialgia

26/02/2026 Off Por ASCOM

Sem alterações em exames laboratoriais simples, condição exige diagnóstico clínico especializado e acompanhamento multiprofissional para garantir qualidade de vida

Foto: Ascom/HMPA

A fibromialgia é uma doença que altera a interpretação e o processamento da dor pelo sistema nervoso. A doença atinge cerca de 2% da população mundial, sendo uma das principais causas de dor crônica.

Segundo o médico fisiatra e especialista no tratamento da dor crônica do Hospital da Mulher do Pará (HMPA), Carlos Costa, estima-se que cerca de seis milhões de brasileiros convivam com a fibromialgia e a prevalência é feminina, na faixa etária entre 30 e 60 anos, com uma proporção de doze mulheres para cada um homem.

“Diferente de uma lesão comum, a fibromialgia não possui uma causa única conhecida, mas é potencializada por fatores de risco como sedentarismo, estresse prolongado, sono não reparador, hábitos alimentares ruins e síndromes metabólicas como diabetes e dislipidemias”, esclarece o especialista.

Médico fisiatra do HHMPA, Carlos Costa

Médico fisiatra do HHMPA, Carlos Costa-Foto: Ascom/HMPA

Os sintomas iniciam de forma muito variada, com dores inespecíficas que se estendem por um tempo bem maior que o normal. Podem iniciar em qualquer parte do corpo, como por exemplo, na musculatura e com o passar do tempo, meses e até anos, agravam-se até o surgimento das crises.

“A curto prazo pode ser confundida com uma dor muscular comum, mas a longo prazo impacta de maneira contundente a rotina da paciente. O sofrimento constante deixa a paciente de cama, interferindo no seu trabalho, relacionamento com familiares e até no humor, resultando em crises de ansiedade e depressão”, acrescenta o médico.

A paciente Bernadete Cardoso descobriu o diagnóstico da doença há três anos

A paciente Bernadete Cardoso descobriu o diagnóstico da doença há três anos- Foto: Ascom/HMPA

A paciente Bernardete Cardoso, 46 anos, descobriu o diagnóstico da doença há três anos e conta que as crises afetaram a sua rotina. “Estou afastada do meu trabalho, porque depois de um tempo as dores pioraram e me impedem de retornar ao trabalho. Eu sentia meu corpo todo doer o dia inteiro, fadiga e eu achava que era só uma indisposição, nem sabia o que era fadiga. Eu tento controlar e suportar a dor para não tomar tanto remédio, vinha buscando novas terapias, até que no ano passado fui na Usina da Paz da Terra-firme e me encaminharam para cá, comecei meu acompanhamento, estou fazendo agora acupuntura, o médico ajustou algumas medicações, está aliviando e creio que vai melhorar ainda mais”, relata a paciente.

Tratamento especializado

Por não apresentar alterações em exames laboratoriais simples, o diagnóstico da doença é clínico e requer uma avaliação minuciosa de profissional experiente.  A investigação pode durar vários meses de acordo com o quadro de cada paciente.

O tratamento eficaz deve ser personalizado e com o apoio de uma equipe multiprofissional. No Hospital da Mulher do Pará, através do Ambulatório de Dor, o foco é o acolhimento integral. A unidade hospitalar oferece tratamento com psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta e médico. O tratamento deve ser personalizado uma vez que a doença manifesta-se de maneira diferente em cada paciente. “No ambulatório de dor, é oferecido o acompanhamento médico com orientação de estilo de vida, prescrição medicamentosa, quando necessário, e intervenções como acupuntura, agulhamento de pontos gatilho, bloqueios periféricos e simpático venoso que, embora apresentem ótimos resultados, dependem muito da conscientização do paciente e da mudança de hábitos para um tratamento eficaz”, reforça o fisiatra.

Para o especialista, embora a fibromialgia não tenha cura, o tratamento adequado pode devolver a qualidade de vida da paciente, reduzindo de maneira marcante o impacto da doença.

“Muitos trabalhos novos mostram-se promissores quando abordam exercícios físicos e mudanças comportamentais. Acredito que teremos um “boom” de publicações em pouco tempo, visto que a fibromialgia finalmente ganhou a devida atenção no cenário mundial”, conclui o médico.

Texto: Ascom/ Hospital da Mulher do Pará (HMPA)