Natea Baixo Amazonas oferta acompanhamento multiprofissional a pacientes e familiares

Natea Baixo Amazonas oferta acompanhamento multiprofissional a pacientes e familiares

11/05/2026 Off Por ASCOM

Além das sessões com pacientes, mães, pais e responsáveis também são beneficiados com os serviços e terapias em grupo, com programações alusivas à campanhas e datas comemorativas

Ascom Natea Baixo Amazonas


Ascom Natea Baixo Amazonas

Com pouco mais de um mês de funcionamento, o Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea) Baixo Amazonas tem mudado a vida de famílias de Santarém e de todo o oeste do Pará. A unidade oferta um acompanhamento multiprofissional para pessoas com TEA, mas também expande estes serviços para os familiares dos pacientes, que são peça-chave neste processo de desenvolvimento.

“O Natea tem o intuito não só de tratar as pessoas com TEA, mas também as famílias. Acolhemos as mães, os familiares, para que eles aprendam a dar continuidade nas terapias que são desenvolvidas aqui na unidade. Nós temos um trabalho exclusivo principalmente com os pais das crianças, para que eles tomem conhecimento do tipo de tratamento que os filhos estão recebendo, referente ao desenvolvimento de emoções, habilidades sociais e autonomia individual. A gente só tem resultado mesmo se, além de tratar os pacientes, a gente também ensinar os familiares o que é, como conviver e como lidar com o comportamento TEA”, explicou a diretora executiva da Policlínica e Natea, Léia Sandim.

Foto: Ascom Natea Baixo Amazonas

Atendimentos – A unidade foi entregue em abril pelo Governo do Pará com a missão de ampliar o atendimento especializado na região oeste do estado. O Natea oferece atendimento em neuropediatria, pediatria, psiquiatria, psicologia, terapia ocupacional, assistência social e pedagogia, contemplando crianças, adolescentes e adultos e conta com uma estrutura moderna com seis salas de atendimento multiprofissional, sala multiuso e um jardim sensorial, com um ambiente planejado para estimular os sentidos, promover regulação emocional e incentivar a integração social dos pacientes.

Além das sessões individuais, o Núcleo também promove terapias em grupo para que os familiares possam trocar experiências, dificuldades e conquistas durante o acompanhamento dos pacientes, sempre com a mediação dos profissionais do Natea.

“Nós hoje buscamos fortalecer o serviço através do acolhimento.Quando a criança consegue ter um processo de autorregulação advindo dos seus familiares, ela tem um melhor desenvolvimento dentro do tratamento. Para nós, é muito importante acolher as mães e outros parentes, para que eles possam conduzir e ter uma melhora na qualidade de vida. Quando essas pessoas se sentem acolhidas, elas apresentam um cuidado ainda maior com os pacientes. Formamos uma rede de acolhimento para que esses familiares acabem se fortalecendo uns aos outros”, explicou o psicólogo Ícaro Pessoa.

Sthepani Silva da Silva é paciente da unidade e também acompanha o filho, Joabe Rael Silva, de 4 anos, que foi diagnosticado com TEA

Sthepani Silva da Silva é paciente da unidade e também acompanha o filho, Joabe Rael Silva, de 4 anos, que foi diagnosticado com TEA /Foto: Ascom Natea Baixo Amazonas

Sthepani Silva da Silva é paciente da unidade e também acompanha o filho, Joabe Rael Silva, de 4 anos, que foi diagnosticado com TEA. Para ela, o Núcleo tem sido fundamental para toda a família. “Hoje eu vejo que as portas se abriram na minha vida. Meu filho é uma criança totalmente diferente hoje do que era quando começamos o tratamento. Então, eu digo sempre para as mães: nunca deixem de procurar o diagnóstico. Porque com o acompanhamento adequado, a gente pode ter muitos avanços e mudar a situação para melhor”, comemorou.

Programação especial – Uma das terapias em grupo foi alusiva ao Dia das Mães. Na última semana, o Natea promoveu uma roda de conversa com as mães atípicas, com o tema “Estratégias do dia a dia, manejo e autorregulação para neurodiversos”. O momento foi de acolhimento, orientação e fortalecimento emocional, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das mães assistidas.

“Elas puderam trocar experiências e a gente pôde orientá-las sobre algumas situações, como por exemplo, o que fazer em um momento de crise dos filhos. Estamos falando de mães que só cuidam e acabam não sendo cuidadas ou ouvidas. Então, a gente precisa realmente acolher essas mulheres”, destacou a coordenadora do Natea Baixo Amazonas, Kendria Nogueira.

Foto: Ascom Natea Baixo Amazonas

Além da roda de conversa e homenagem às mães, o evento também contou com uma apresentação lúdica dos profissionais da Comissão de Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (CCIRAS) da Policlínica de Santarém, sobre a importância da higienização das mãos para pacientes e acompanhantes assistidos pelo Natea.

“O mês de maio é alusivo à higienização das mãos e começamos a nossa campanha com um treinamento para os colaboradores e finalizamos com essa dinâmica aqui no Natea, envolvendo principalmente as crianças e as mães atípicas, que precisam ter esse cuidado de higiene com as mãos, com os brinquedos. Então, é muito importante a participação de todos. Fizemos uma apresentação musical para que eles pudessem compreender de uma maneira mais lúdica essa importância”, explicou a enfermeira do CCIRAS, Eliane Rebelo.

Serviço: O acesso aos atendimentos do Natea e da Policlínica de Santarém é realizado por meio de regulação estadual, com encaminhamento pelas Unidades Básicas de Saúde.

A Policlínica, sob gestão da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, na Avenida Moaçara, nº 66, bairro Floresta, em Santarém.

Texto por: Ascom/ Natea Baixo Amazonas