Natea da Policlínica Carajás tem a arte como aliada no desenvolvimento de crianças com autismo

Natea da Policlínica Carajás tem a arte como aliada no desenvolvimento de crianças com autismo

27/03/2026 Off Por ASCOM

No Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea), da Policlínica Carajás Miguel Chamon, em Marabá, no sudeste paraense, atividades artísticas e educativas fazem parte da rotina terapêutica de crianças com autismo, promovendo desenvolvimento, interação e novas formas de expressão.

No Natea, pintura, música, contação de histórias e dinâmicas lúdicas vão além do caráter recreativo e se tornam ferramentas de desenvolvimento. As práticas estimulam a comunicação, a coordenação motora e a expressão emocional, além de favorecer a socialização. Aos poucos, cada gesto, olhar e resposta revelam avanços, fortalecem a autonomia e ampliam as formas de interação com o mundo.

Criança é acompanhada de perto em atividade lúdica no Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea)

Criança é acompanhada de perto em atividade lúdica no Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea) Foto: Ascom/Policlínica Carajás

Moradora de Marabá, na região de Carajás, Régia Kátia, mãe de Filipe Jhonatan, relata avanços no comportamento do filho. “Antes, meu filho não conseguia interagir, ficava mais isolado. Depois, que começou a participar das atividades no Natea, ele já responde mais, tenta brincar e até se expressa melhor. A gente vê que ele está mais feliz”, conta.

Também de Marabá, Laís Alexandria, mãe de Bernardo Miguel, destaca as mudanças percebidas no dia a dia da família. “A gente começa a perceber pequenas evoluções que fazem toda a diferença. Ele está mais atento, mais participativo e se comunica melhor. Essas atividades ajudam não só no desenvolvimento dele, mas também na nossa forma de entender e apoiar cada conquista”, relata.

Foto: Ascom/Policlínica Carajás

Um cuidado que transforma rotinas

No Natea, as atividades artísticas ampliam as possibilidades de cuidado ao estimular formas alternativas de comunicação e fortalecer vínculos. Mais do que avanços clínicos, os resultados aparecem na rotina das famílias, que passam a reconhecer, nas pequenas conquistas, sinais concretos de evolução e pertencimento.

A coordenadora do Natea, Andréia Mesquita, explica que as atividades são planejadas de forma integrada por uma equipe multiprofissional. “Cada atividade respeita o tempo e as necessidades de cada criança. O trabalho conjunto favorece avanços na comunicação, na socialização e na autonomia, sempre com um olhar individualizado e humanizado”, ressalta.

Foto: Ascom/Policlínica Carajás

Ela acrescenta que as atividades artísticas têm papel essencial no processo terapêutico. “Com essas práticas, conseguimos acessar potencialidades que muitas vezes não aparecem em outros contextos. A arte abre caminhos para que a criança se comunique, se conecte e se desenvolva de forma mais leve e significativa”, completa.

Estrutura que acolhe e acompanha

A Policlínica Carajás, sob gestão do Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), oferece atendimento multiprofissional voltado ao cuidado integral das crianças e ao suporte contínuo às famílias. A equipe reúne diferentes especialidades que atuam de forma integrada, garantindo acompanhamento desde os primeiros passos e fortalecendo o desenvolvimento infantil com olhar atento e acolhedor.

Foto: Ascom/Policlínica Carajás

Regulação estadual para atendimentos

Os atendimentos da Policlínica são regulados pela Central Estadual de Regulação, sob responsabilidade da Sespa. Para ter acesso aos serviços, o cidadão deve procurar uma Unidade Básica de Saúde em seu município. Após avaliação, o profissional de saúde fornecerá o encaminhamento necessário. Em seguida, o paciente deve apresentar o documento de encaminhamento e seus dados pessoais à Secretaria Municipal de Saúde, que fará o cadastro e o agendamento no Sistema Estadual de Regulação.

Texto: Ascom/Policlínica Carajás