Serviço de infectologia da Poli Metropolitana rastreia doenças causadas pelo HIV

Serviço de infectologia da Poli Metropolitana rastreia doenças causadas pelo HIV

13 de agosto de 2021 Off Por Roberta Vilanova

As infecções oportunistas causadas pelo vírus HIV ainda representam um desafio no sistema de saúde do Brasil. No Pará, a Policlínica Metropolitana, em Belém, dentro dos seus atendimentos da infectologia, tem a capacidade de disponibilizar à população de todas as regiões do estado, uma variedade de serviços voltados a estes pacientes. Entre as principais enfermidades relacionadas ao vírus, o centro de diagnóstico de média e alta complexidade pode rastrear a neurotoxoplasmose – encefalopatia focal-; a neurocriptococose – meningoencefalite-; a neurotuberculose – meningoencefalite ou encefalopatia focal.

Em sua maioria, as doenças relacionadas ao HIV podem ser controladas, porém, sempre que o paciente apresentar qualquer uma delas, o tratamento deve ser redobrado porque além dos antirretrovirais, é primordial combater as infecções oportunista para garantir a vida do paciente, por isso, a necessidade do diagnosticá-las o quanto antes. “Hoje essas pessoas pouco sabem que a Poli Metropolitana tem a capacidade de diagnosticar essas enfermidades, pois temos uma série de exames sorológicos e de imagens disponíveis na unidade que podem auxiliar nesse rastreio de forma rápida e assertiva”, explica a médica Lorena Martins, coordenadora de infectologia da Policlínica Metropolitana.

“Se o paciente já tem um diagnóstico de HIV e necessita passar por investigações de doenças oportunistas que geralmente são acometidos, ele pode ser direcionado à Poli, que tem condições de diagnosticar essas doenças causadas pelo vírus”, acrescenta a especialista em Prevenção e Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). A médica infectologista ressalta ainda que o centro de diagnóstico disponibiliza a oferta de exames como a colonoscopia e endoscopia, para o rastreamento de doenças oportunistas que afetam o trato gástrico, além de possuir a ressonância magnética, a tomografia e, ainda, os exames sorológicos.

Além dessas doenças relacionadas ao HIV, a Poli conta com outros serviços na infectologia voltados às doenças causadas por vírus, bactérias, fungos e parasitas, como “tuberculoses, neurotoxoplasmose – também chamada por toxoplasmose cerebral, linfonodos cervicais, enfermidades no trato gastrointestinal”, reforça a infectologista.

Atendimento – A diretora da Policlínica Metropolitana, Liliam Gomes, destaca que a unidade do Governo do Pará tem a capacidade mensal de atender até 300 pacientes por mês nos serviços da infectologia. “Os pacientes desta especialidade contam com uma série de exames para otimizar o tempo para o diagnóstico de doenças infecciosas e parasitárias que podem ser causadas por microrganismos. Desta forma, a Poli rastreia essas enfermidades de forma rápida e assertiva”, pontua.

Agendamento – O secretário de saúde do Pará, Romulo Rodovalho, explica que os serviços de especialidades são exclusivamente referenciados das Unidades de Atenção Básica em saúde, inseridas no Sistema Nacional de Regulação (SisReg). “Hoje a Poli é um coringa na rede de saúde do Pará. Sobretudo, nas assistências aos programas ‘Triagem Pós-Covid’ e ‘Pré-Operatório Rápido’, estas são demandas espontâneas agendadas pelos canais de atendimento (WhatsApp e E-mail). No entanto, o atendimento da Policlínica para as mais de 20 especialidades, como a infectologia, por exemplo, o serviço é automaticamente agendado pela própria instituição de origem. Desta forma, o atendimento não é porta aberta”, ressalta o titular da pasta.

Assim, no dia e horário agendado, paciente deverá comparecer à Policlínica com o comprovante de agendamento; documento de identificação com foto; comprovante de residência com CEP e Cartão Nacional SUS. O atendimento na Poli Metropolitana é com hora marcada, devendo o paciente comparecer apenas com 40 minutos de antecedência para cadastro e procedimentos necessários, conforme instruído no comprovante de agendamento emitido pelo sistema de regulação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sespa).

Texto: Roberta Paraense/Policlínica Metropolitana