Hospital Abelardo Santos atende pacientes de cerca de 70% dos municípios paraenses

Hospital Abelardo Santos atende pacientes de cerca de 70% dos municípios paraenses

28 de outubro de 2021 Off Por Roberta Vilanova

A unidade mantém uma infraestrutura de internação e ambulatorial, construída em 28 mil metros quadrados

O carpinteiro Antônio Mello, de 56 anos, mora em Soure, no arquipélago do Marajó. No final de 2020 ele passou por procedimento cirúrgico para o tratamento de aneurisma, no Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), no distrito de Icoaraci, em Belém. Mesmo com a distância percorrida, o paciente considera a unidade, o local mais adequado para se tratar. “Quando lembro tenho vontade de chorar. Foram dias de luta e de vitória ao mesmo tempo. Iniciei as consultas aqui e logo foi marcada a cirurgia. Uma internação de primeiro mundo”, contou.

A cada seis meses, o paciente retorna à unidade para fazer o acompanhamento clínico da sua saúde. Ele diz, que faz a viagem satisfeito, por saber que será atendido por profissionais altamente qualificados. “Fiquei com a memória um pouco afetada, a fala também, mas com o passar do tempo, tudo está melhorando. Não tenho uma queixa, apenas agradeço a todos que trabalham aqui. A equipe é excelente”, explicou Antônio, que deve iniciar um sessões de fisioterapia nos próximos dias.

Quem também sai de longe e faz questão de ser atendida no HRAS, é a dona de casa Rosa Lima, de 39 anos. Ela é do município de Maracaná, no nordeste do Estado, e deu à luz na unidade, em junho. Agora, ela acompanha seu pai, Josias Lima, no tratamento com o cirurgião vascular. “Ele tem varizes e reclama muito de dor. As pernas ficam inchadas. Anda e passa mal com dor. Ele vai dar início ao tratamento, e o médico já passou por alguns exames. O Abelardo Santos é um hospital excelente. Tive meu segundo filho aqui. Tudo de primeira”, parabenizou a usuária.

Em setembro,foram atendidos pacientes vindos de 96 cidades paraenses

Regional – Estratégico na prestação de serviços de média e alta complexidade na rede estadual de saúde, o Regional Abelardo Santos, acolheu nos últimos meses, pacientes de 66% dos 144 municípios paraenses. Em setembro, por exemplo, usuários de 96 cidades recorreram aos serviços da unidade, entre eles, cirurgias de ponta. Os municípios da Região Metropolitana de Belém (RMB) estão entre as cidades que mais demandam atendimentos ao HRAS. A capital encabeça o ranking, seguido por Ananindeua e Marituba.

“Por se tratar do maior hospital da Rede Estadual de Saúde, o HRAS, consegue agregar diversos atendimentos que vão desde a maternidade porta-aberta 24 horas para as paraenses, como cirurgias complexas, como as neurológicas e vasculares, por exemplo. Com uma capacidade extraordinária instalada, o Abelardo consegue acolher e dar vazão às filas de procedimentos de saúde em todo Pará, sobretudo, aos usuários da Metropolitana e do Marajó”, elucidou o secretário Estadual de Saúde, Rômulo Rodovalho.

A unidade mantém uma infraestrutura de internação e ambulatorial, construída em 28 mil m². O HRAS tem um complexo cirúrgico com seis salas operatórias, sete leitos de sala de Recuperação Pós Anestésica (RPA) e três salas de indução, além da Hemodinâmica, para a realização de procedimentos neurológicos e vasculares minimamente invasivos.

Gerenciado pelo Instituto Mais Saúde, o HRAS tem 340 leitos, entre clínico, cirúrgicos, de Unidades de Cuidados Intermediários – UCIs e Unidades de Terapia Intensiva – UTIs com perfil de atendimento Neonatal, Pediátrico e Adulto.

Funcionamento – O diretor executivo do Abelardo Santos, Marcos Silveira, explica a rotina da unidade. “Temos cerca de 1.200 profissionais diretos na unidade, além dos terceirizados. Todos estão empenhados em dar um atendimento humanizado à população paraense de qualquer que seja a região. Recebemos esses pacientes via regulação e eles chegam aqui para receber um atendimento assertivo e rápido para voltar junto às suas famílias”, observou o gestor.

O HRAS é referência em especialidades como a vascular, ginecologia, nefrologia, neurocirurgia, cirurgia torácica, mastologia, clínica médica, cirurgia geral, cirurgia pediátrica além da obstetrícia e pediatria.

Texto: Roberta Paraense/HRAS
Fotos: Divulgação