Hospital Galileu chama atenção para os impactos do tabagismo na cicatrização óssea, recuperação de fraturas e resultados cirúrgicos

Hospital Galileu chama atenção para os impactos do tabagismo na cicatrização óssea, recuperação de fraturas e resultados cirúrgicos

01/06/2026 Off Por ASCOM

Muito além dos danos conhecidos ao pulmão e ao coração, o tabagismo também compromete a recuperação ortopédica e pode interferir diretamente no sucesso de cirurgias, na cicatrização óssea e na consolidação de fraturas. O Hospital Público Estadual Galileu (HPEG), na Grande Belém, reforça o alerta sobre os impactos do uso do cigarro na saúde musculoesquelética e na recuperação de pacientes.

Foto: divulgação

Referência estadual em ortopedia e traumatologia do Estado, o Hospital Galileu desempenha papel estratégico na assistência especializada, atendendo casos de alta complexidade e contribuindo para a recuperação funcional de milhares de paraenses.

Hábitos

De acordo com o médico ortopedista Marcus Preti, coordenador do serviço do HPEG, entre 15% e 25% dos pacientes relatam uso ativo de cigarro.

Dr.Marcus Preti- Foto: divulgação

“Uma parcela relevante dos pacientes atendidos ainda é fumante. Em média, cerca de 15% a 25% relatam uso ativo de cigarro, o que já acende um alerta importante no planejamento do tratamento”, explica.

O especialista ressalta que o cigarro afeta diretamente a capacidade do organismo de reparar tecidos lesionados, especialmente após fraturas ou procedimentos cirúrgicos. “O cigarro compromete diretamente a circulação sanguínea e reduz a oxigenação dos tecidos. Isso prejudica a atividade das células responsáveis pela formação óssea, atrasando o processo de cicatrização”, afirma Marcus Preti.

Além do retardo na recuperação, o tabagismo está associado ao aumento do risco de complicações pós-operatórias, incluindo infecções, falhas na cicatrização e resultados cirúrgicos insatisfatórios.

“Há um aumento significativo no risco de complicações, como infecções, má cicatrização da ferida operatória e até falhas no resultado cirúrgico”, alerta o médico.

Foto: divulgação

Outro fator de preocupação é a interferência direta na consolidação das fraturas. Pacientes fumantes, explica o ortopedista, apresentam maior probabilidade de evolução lenta ou incompleta da recuperação óssea.

“Pacientes fumantes têm maior risco de atraso na consolidação ou até de não consolidação da fratura, o que pode exigir tratamentos mais prolongados ou novas intervenções”, ressalta.

Preparação para a cirurgia

No Hospital Galileu, a orientação para interromper o tabagismo faz parte da preparação de pacientes submetidos a procedimentos ortopédicos. A recomendação médica é suspender o cigarro semanas antes e após a cirurgia, medida capaz de melhorar significativamente os resultados clínicos.

“Sempre orientamos fortemente a suspensão do tabagismo pelo menos algumas semanas antes e após a cirurgia, porque isso melhora significativamente os resultados”, destaca Marcus Preti.

O acompanhamento também ocorre de forma integrada, envolvendo equipes multidisciplinares e, quando possível, suporte para cessação do tabagismo.

“Em muitos casos, trabalhamos junto com equipes multidisciplinares, incluindo clínicos e, quando possível, programas de cessação do tabagismo para apoiar o paciente nesse processo. O tabagismo impacta diretamente o sucesso do tratamento ortopédico. Parar de fumar não é apenas uma recomendação geral de saúde, mas uma medida essencial para garantir melhor recuperação, menos complicações e melhores resultados a longo prazo”, reforça o especialista.

Educação e saúde

A diretora executiva do Hospital Galileu, Paula Narjara, destaca que a unidade, administrada pelo Governo do Estado do Pará, também cumpre papel importante na promoção de campanhas educativas e preventivas em saúde. “Como unidade pública de referência, entendemos que o cuidado com o paciente vai além do tratamento hospitalar. Participar de campanhas como o Dia Mundial sem Tabaco significa ampliar o acesso à informação e conscientizar a população sobre fatores que podem comprometer a recuperação e a qualidade de vida. No contexto da ortopedia, o abandono do cigarro representa um passo importante para reduzir complicações e favorecer melhores desfechos clínicos”, finaliza a gestora.

Texto: Roberta Paraense (Ascom HPEG)