Hospital Regional do Tapajós promove ações de valorização da vida

Hospital Regional do Tapajós promove ações de valorização da vida

3 de setembro de 2021 Off Por Roberta Vilanova

Mural instalado na recepção do HRT com mensagens de incentivo a valorização da vida

O mês de setembro é dedicado nacionalmente à conscientização para prevenção ao suicídio. Em 2020, a campanha foi atipicamente essencial, devido à pandemia de Covid-19, que além de causar complicações físicas atinge a saúde mental. O tema da campanha nacional, escolhido pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pelo Conselho Federal de Medicina, é “Agir salva vidas”.

Com o objetivo de levar funcionários, usuários e a sociedade em geral a pensar, discutir e falar sobre a valorização da vida, o Hospital Regional do Tapajós (HRT), localizado em Itaituba, no Sudoeste do Pará, realizará eventos e ações internas durante todo o mês, enfatizando a importância de abordar o assunto e, de fato, agir para salvar muitas vidas.

Para incentivar funcionários e usuários dos serviços da unidade a escrever um recado a favor da vida, o HRT montou um mural com a cor da campanha, para que ao escrever a pessoa se sinta acolhida por alguma mensagem deixada no local. Além do mural de recados, na recepção do Hospital, há um espaço decorado para um registro de apoio à campanha “Setembro Amarelo”.

Segundo a psicóloga do HRT, Karina Rui, é importante destacar a necessidade de abordar o tema da campanha não somente em setembro, mas durante todo o ano. “Quando se fala em saúde mental, se pensa em fatores que potencializam este adoecimento e de que forma ele acomete tantas pessoas. Esta prática geralmente está associada à depressão. Porém, é extremamente importante ressaltar que as mesmas não pertencem a nenhuma classe social ou perfil estereotipado. A campanha em alusão ao setembro amarelo possibilita uma grande abertura à discussão a respeito da temática, e nos possibilita discutir e explanar não só o tema em si, mas aonde, como e quando se deve buscar ajuda durante todos os demais meses”, disse Karina Rui.

Outro exemplo de mural instalado no Hospital

Quebra de tabus – As ações foram elaboradas e são realizadas pelo Núcleo de Educação Permanente (NEP), em parceria com as psicólogas da unidade e da Comissão de Humanização. Também apoiam as ações profissionais não vinculados ao HRT, como as advogadas que realizaram palestras sobre violência doméstica e familiar, e os impactos emocionais causados pelos atos que levam muitas mulheres a cometer suicídio no Brasil.

A psicóloga ainda enfatizou a importância de quebrar tabus e falar, cada vez mais, sobre assuntos que levam uma pessoa à depressão e ao suicídio.

“Falar sobre a depressão e prevenção ao suicídio ajuda. A visibilidade permite à população conhecer mais sobre o assunto e perceber que existem possibilidades para superação dos seus sintomas. Falar com alguém que possa ajudar, expor este sofrimento vivenciado a um familiar, amigo ou pessoa próxima, pode facilitar o encontro e a chegada deste paciente a um profissional que lhe dará suporte para vencer a batalha que se trava todos os dias em busca da vida”, complementou a profissional.

Educação – Para o diretor administrativo do HRT, Jó Henrique, é de suma importância trabalhar o assunto com os funcionários, já que a primeira medida preventiva é a educação. “Como o suicídio é um ato evitável, a abertura ao diálogo e a compreensão das razões podem reverter esse quadro. Até porque o assunto não é pontual no HRT, e sim no homem pós-moderno. Nossa proposta é mostrar para os nossos colaboradores que há vários fatores que influenciam o adoecimento mental e os problemas psíquicos, e a gente não pode isolar como um problema individual ou particular, fazer com que cada um entenda que pode contar conosco e que juntos podemos lutar pela vida”, ressaltou.

Para o secretário de Estado de Saúde Pública, Rômulo Rodovalho, a iniciativa do HRT ajuda a conscientizar as pessoas, a esclarecer e abrir espaço para falar sobre suicídio. “É preciso deixar que as pessoas possam falar sobre o sofrimento, e isso pode trazer alívio e conforto. As pessoas próximas podem perceber sinais e ajudar na prevenção. Também é necessário procurar ajuda especializada para acolher e encaminhar ao tratamento adequado”, enfatizou o titular da Sespa.

Texto e fotos: Douglas Gomes /HRT