Imagem peregrina emociona e renova fé de pacientes e colaboradores do Poli Metropolitana do Pará

Imagem peregrina emociona e renova fé de pacientes e colaboradores do Poli Metropolitana do Pará

2 de setembro de 2021 Off Por Mozart Lira

Canções marianas, balões, papéis picados, mãos estendidas e muita emoção marcaram a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora de Nazaré na Policlínica Metropolitana do Pará, em Belém.  A visita, ocorrida na tarde desta quarta-feira (01), levou às lágrimas pacientes, acompanhantes e colaboradores da central diagnóstica do Estado. O rito da bênção é realizado pelo segundo ano na unidade, como forma de confortar os usuários e os profissionais da saúde.

A visita intimista, contou com todos os protocolos de higiene e distanciamento social, diante ao enfrentamento ao novo coronavírus. A imagem, acompanhada por apenas dois guardas de Nazaré, foi recebida na unidade, com chuva de papel picado. Em seguida, ela foi conduzida ao salão externo da instituição, local que recebeu aplausos dos fiéis. “É uma grande emoção. Um sentimento inexplicável vê-la, tão linda, em um manto azul”, observou o aposentado José Alves, de 70 anos, que aguardava uma consulta.

O sentimento de gratidão também contagiou a idosa Isabel Dias Gomes. Aos 97 anos, ela descreveu o momento. “Sempre fui devota de Nossa Senhora. Tenho saúde, paz e alegria, porque sei que ela cuida de mim e da minha família”, disse, ao levantar as mãos e reverência à imagem da santa. A paciente passa pela investigação de uma possível patologia dermatológica na unidade.

Sem saber a doença a qual está sendo acometida, a autônoma Joana Darc da Costa, de 40 anos, renovou sua fé, ao acompanhar a peregrinação da imagem. Ao tocar na imagem, ela acredita que foi curada. “Não esperava por esse encontro na Policlínica. Cheguei aqui sem saber o motivo das dores no estômago. Vou fazer os exames, mas tenho certeza que não terei nenhum diagnóstico grave”, afirmou.

Esperança– A unidade, uma das disponibilizadas pelo Governo do Estado como estratégica para o enfrentamento da pandemia no Pará, no atendimento de casos leves e moderados de pacientes com a Covid-19, no pico de 2020 e 2021, atualmente, atende 20 especialidades médicas e três não médicas. Para os colaboradores, a visita foi um momento único de renovo, diante aos desafios encontrados por eles nos últimos tempos.

Com a imagem peregrina nas mãos, Ângela Barbosa, responsável pela assistência da unidade, garante que o rito foi um dos momentos mais bonitos de sua vida. “Que felicidade eu tenho em carregar a imagem peregrina, que representa tanto para todos nós paraenses. Este é um momento único de fé, de devoção e muita gratidão. Que ela siga intercedendo por nós, e, especialmente, no contexto pandêmico em que estamos vivendo. Que ela possa fortalecer nossa fé e a esperança de dias melhores”, descreveu.

Para a diretora executiva da Poli Metropolitana, Liliam Gomes, a visita, além de ser uma tradição dos paraenses, às vésperas da quadra nazarena, traz conforto aos profissionais que atuaram na linha de frente da pandemia. “Na saúde, caminhamos para um segundo ano com uma demanda exponencial. A pandemia nos colocou em um momento delicado, mas, também nos fortaleceu como pessoas e profissionais. Lidar com este momento é desafiador a todos que fazem parte do sistema de saúde”, elucidou.

“Os colaboradores da Poli Metropolitana já esperam por essa visita. Além de ser um rito cultural no Estado dentro das instituições de diversos setores sociais e esferas governamentais, é uma forma de afago no coração e na mente de todos que passaram por um momento diferenciado, que está sendo a pandemia. Sinto-me honrada e emocionada por ter a oportunidade de estar junto de Nossa Senhora. Que ela interceda por nós”, acrescentou Liliam Gomes.

A imagem percorreu os dois andares e as recepções da unidade. A peregrinação foi acompanhada de um coral formado por um grupo de colaboradores da Poli, que entoava, entre as notas musicais de um violino, louvores marianos. Em duas paradas, foram feitas preces e orações. Ao final, a imagem da santa foi levada ao espaço da direção da Poli Metropolitana, onde todos puderam ter outro momento de adoração.

Texto: Roberta Paraense (Ascom/ Poli Metropolitana)