Bebê que nasceu sem oxigenação cerebral ganha alta médica após lutar pela vida

Bebê que nasceu sem oxigenação cerebral ganha alta médica após lutar pela vida

22 de junho de 2021 Off Por Roberta Vilanova

Bernardo Amaral e os pais Valéria Amaral e Adão Ferreira

No final da tarde de segunda-feira (21) o bebê Bernardo Amaral finalmente pôde conhecer toda a família. Ele lutou por 30 dias contra uma complicação no parto que ocasionou a anóxia, uma falta de oxigênio neonatal.

No dia seguinte ao nascimento, que aconteceu no dia 23 de maio, em um hospital público no município de Altamira, o bebê foi encaminhado para o Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), principal referência na região do Xingu.

Com cinco leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal, a unidade é especializada no atendimento de bebês que necessitam de cuidados intensivos, como prematuros e em casos envolvendo a mesma situação de Bernardo.

No HRPT, o bebê chegou em estado grave, sendo necessário receber suporte respiratório por meio de ventilação mecânica, conhecida popularmente como intubação.

“Durante o período de intubação, tivemos uma resposta positiva e, após o nono dia de cuidados no Regional, ele deixou de precisar do suporte respiratório apresentando uma recuperação bastante promissora”, comenta Rodrigo Jacomel, enfermeiro intensivista da UTI Neonatal do HRPT.

O profissional destaca que, mesmo após a alta médica, Bernardo continuará sendo acompanhado por uma equipe multiprofissional que irá avaliar periodicamente a sua evolução psíquico-motora.

Para o secretário de Saúde do Pará, Romulo Rodovalho, a pronta assistência dada ao bebê realizada pelos profissionais do hospital indica que o atendimento prestado está dentro dos padrões de excelência recomendados pela Sespa. “Isso só nos mostra que o hospital está oferecendo o melhor atendimento possível aos moradores da região do Xingu e salvando vidas mesmo em casos mais complexos como esse”, destacou.

O HRPT integra a rede pública de saúde do Governo do Pará, com atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade é gerenciada pela entidade filantrópica Pró-Saúde. Além do Regional da Transamazônica contar com unidade de tratamento intensivo neonatal e infantil, o hospital possui uma equipe multiprofissional formada por diferentes especialistas, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fonoaudiólogas, nutricionistas, fisioterapeutas, entre outros.

Encontro com a família – Balões, cartazes, músicas e muita emoção fizeram parte da despedida do pequeno Bernardo durante a saída do hospital. Ao lado dos pais, Valéria Amaral e Adão Ferreira, o bebê também encontrou pela primeira vez outros membros da família. “A saúde do meu filho foi restaurada graças a Deus e a toda a equipe do hospital, que sempre esteve nos apoiando e dando forças”, conta Valéria, mãe do bebê.

Já o pai, também emocionado, fez questão de agradecer o suporte encontrado na unidade. “Quero agradecer todos os técnicos e enfermeiros, desde o pessoal da portaria e todos que cuidaram do Bernardo com muito amor e dedicação”, disse.

O HRPT é reconhecido nacionalmente entre os melhores hospitais públicos do Brasil. A unidade possui a certificação ONA 3 – Acreditado com Excelência, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). O reconhecimento atesta a qualidade dos serviços prestados à população no interior do Pará.

Texto: Ascom/HRPT