Comissão de Feridas e Curativos do HGI otimiza assistência na busca de maior segurança aos usuários

Comissão de Feridas e Curativos do HGI otimiza assistência na busca de maior segurança aos usuários

4 de setembro de 2021 Off Por Roberta Vilanova

O Hospital Geral de Ipixuna do Pará (HGI), no nordeste paraense, vem investindo em iniciativas que priorizam a qualidade da assistência com foco na segurança ao otimizar o atendimento aos seus usuários. Uma dessas iniciativas foi evidenciada com a criação da Comissão de Feridas e Curativos (CFC) para implantar ações sistematizadas relativas à realização de curativos e o tratamento dos usuários com todos os tipos de feridas.

Diones Júnior Gomes de Oliveira, 28 anos, morador da vila Canaã, no município de Ipixuna do Pará, foi um dos pacientes beneficiados com a atuação da CFC. Ele iniciou seu tratamento de saúde em outra unidade hospitalar, há cerca de um ano, após complicações em decorrência da realização de um procedimento cirúrgico denominado de laparotomia exploratória.

No HGI, o usuário ficou internado por aproximadamente dois meses, sendo acompanhado pela equipe da comissão, durante este período, cuidando de Diones nas fases pós laparotomia e da colostomia (abertura criada cirurgicamente entre o intestino e a parede abdominal) gerada com a implantação de cateter venoso central.

“Melhor do que eu fui cuidado, acredito que será difícil, pois o pessoal da Comissão de Feridas e Curativos foram muito atenciosos, humanos, com bom coração. Todos me trataram direitinho, faziam os curativos na hora certa e, toda vez que eu precisava dos profissionais, compareciam rapidamente. Devo muito a todos”, reconhece.

A Comissão de Feridas e Curativos é uma aliada na busca da consolidação da cultura de Segurança aos usuários do HGI, já que o objetivo principal dela é analisar os eventos adversos relacionados à 6ª meta de segurança do paciente: “prevenção de lesão por pressão”. Além disso, trabalha no cumprimento do plano de ação para a redução das ocorrências, na prevenção das lesões de pele e no planejamento de treinamentos para o time específico ao tratamento das feridas, bem como das equipes assistenciais.

A Comissão de Feridas e Curativos foi criada em 2019, tendo apoio do Núcleo de Segurança do Paciente e do Núcleo de Educação Permanente, visando a promoção de educação continuada dos profissionais que atuam na prevenção e tratamento das lesões de pele.

Segundo o presidente da Comissão de Feridas e Curativos, enfermeiro Felipe Natan, a equipe multiprofissional é formada por oito membros atuantes e atua em parceria com cirurgiões, clínicos gerais, nutricionista, farmacêuticos e profissionais especializados da área de Enfermagem, objetivando dar total suporte aos usuários.

“Até o mês de agosto deste ano, o serviço já contabilizou 36 intervenções na unidade. Quanto ao fluxograma de atendimento, ele inicia quando o usuário é admitido, sendo acionada esta comissão para avaliação e decisão de qual conduta traçar em relação aos curativos e suportes necessários”, explica o enfermeiro.

De acordo com o presidente, “alguns casos, quando se observa quadros de desnutrição, aspectos clínicos de desidratação e necessidade de reposição proteica, o usuário fica amparado com cobertura e suporte nutricional. A equipe responsável pela farmacologia, por sua vez, entra com atendimento e, em algumas situações, o serviço social também nos ajuda, principalmente no momento da alta”, informa.

Já quando o paciente é acamado de longa data, conforme informou o enfermeiro, são indicadas condutas de enfermagem de acordo com as prescrições baseadas na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Dentre essas prescrições, as mais importantes são: mudança de decúbito de 2 em 2 horas; banho e antissepsia em leito; hidratação e cuidados com a pele e uso de coxins de conforto. Entre os casos mais tratados pela equipe estão as erisipelas bolhosas, lesões por pressão, lesões em pé Diabético, ostomias e feridas operatórias.

Fluxo de referência pós-alta  – Os cuidados destinados aos usuários com lesões não cessam com a alta hospitalar. Quando necessário, eles são encaminhados para acompanhamento domiciliar em alguns serviços, dentre eles, o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) e o Programa Melhor em Casa.

“Dependendo de alguns municípios que já possuem a instalação dos serviços domiciliares, solicitamos a continuidade ao tratamento hospitalar dos pacientes, sendo avaliados e encaminhados pelo médico quando necessitam de atenção e cuidados profissionais após a alta. Alguns dos critérios deste programa são: estar acamado, ter cuidador identificado e ter determinada doença que precise de cuidados intensificados e sequenciais semanais, pela equipe multiprofissional do SAD”, enfatiza Felipe Natan.

Texto: Joelza Silva/HGI

Foto: Divulgação