Crianças com deficiência recebem orientações para cuidados com a exposição solar no verão amazônico

Excesso de sol pode causar insolação, desidratação, irritação na pele e no couro cabeludo

No verão é natural que os pais procurem praias, balneários, parques e praças para levar suas crianças para brincar. Por isso, a dermatologista pediátrica do Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém, Mayara Silva Nascimento, alerta sobre a necessidade de alguns cuidados com a pele e a saúde dos menores com a exposição ao sol, especialmente, neste mês, quando o verão amazônico é mais intenso.

A profissional atua na assistência às crianças com deficiência visual, física, intelectual, auditiva. E todas precisam de cuidados com a saúde. Neste período do ano, é comum o repasse de orientações, durante as consultas, sobre a importância dos cuidados redobrados para evitar as doenças da época, como insolação, desidratação, irritação na pele e couro cabeludo e outras irritações provocados pelo calor excessivo e exposição solar.

Segundo ela, os riscos à saúde das crianças nesta época do ano vão além das queimaduras solares, passando por picadas de insetos, micoses, brotoejas e acidentes com animais do mar, como as águas vivas.

Mas, com os devidos cuidados, todos podem aproveitar as férias do verão. No entanto, ela faz algumas observações comuns a todos, sobretudo, aos pequenos usuários. “Sol na hora certa é essencial. Bebês de até seis meses não devem ser expostos diretamente ao sol, no máximo de 5 a 10 minutos por dia, nos horários adequados para a idade. A partir dessa idade, o sol está liberado, com moderação e bastante protetor solar, antes das 10h da manhã e após às 16h”.

Isso tudo porque, explica a dermatologista, a pele das crianças é bastante sensível e pode queimar facilmente. Além disso, o efeito dos danos da radiação solar é cumulativo ao longo da vida. “Quanto mais cedo a criança começar a se expor demasiadamente ao sol, maiores os riscos de câncer de pele na idade adulta”. Mas isso pode ser evitado com cuidados básicos como o uso de  roupas de banho com fator de proteção, bonés, chapéus com aba. Hidratar também é muito importante, especialmente, com a oferta de bastante água mineral e uso do protetor solar adequado para a idade da criança que deve ser reaplicado, frequentemente, a cada 3 horas e com o fator de proteção orientado pelo dermatologista.

Essas e outras dúvidas foram esclarecidas pela agricultora rural, Hilda Moraes Pinheiro, 28, residente no município de Igarapé-Miri, distante 145 km da capital paraense, que acompanha sua filha, a pequena Isabela, de poucos mais de dois anos, que foi encaminhada para assistência no CIIR, onde ela está confirmando diagnóstico com a equipe multiprofissional, entre as especialidades oferecidas, está passando pelo atendimento dermatológico para avaliar a possibilidade de fungo no couro cabeludo, o que redobra os cuidados com a exposição solar do verão amazônico.

O atendimento dermatológico é um dos serviços oferecidos pelo CIIR a crianças com deficiência

“O atendimento está sendo excelente. Os profissionais são atenciosos. Aqui na dermatologia é a primeira consulta, mas já percebi que ela anota tudo. Eu trouxe exames, ela avaliou tudo. Foi muito bom. A gente precisa de profissional assim, que entenda a gente e as nossas necessidades. Porque olha, venho de muito longe para assistência de minha filha. Vamos seguir todas as orientações repassadas. De coração agradeço muito”, ressaltou Hilda Moraes que revelou estar muito mais segura e tranquila com sua filha atendia pelo CIIR.

Entre as viagens de Igarapé-Miri e Belém, Hilda Moraes também recebeu orientações para prevenção da Covid-19, com cuidado com as aglomerações, evitar ambientes fechados e o contato com pessoas com sintomas respiratórios. “Nesse momento, todo o cuidado é pouco com os pequenos, que também podem contrair o vírus da Covid-19, e transmitir para outras pessoas”, comentou a médica ao acrescentar a importância de optar por atividades lúdicas, diversão, durante as férias, em ambientes ao ar livre e sem aglomerações.

Estrutura de atendimento – Os usuários podem ter acesso aos serviços por meio de encaminhamento das Unidades de Saúde, acolhido pela Central de Regulação de cada município, que por sua vez encaminhará à regulação Estadual, onde o pedido será analisado conforme perfil do usuário, através do Sistema de Regulação.

Serviço: O CIIR é um órgão do Governo do Pará, administrado pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), em parceria com a Sespa. O Centro funciona na Rodovia Arthur Bernardes, 1000. Mais informações: 4042-2157/58/59.

Texto: Vera Rojas/Hemopa
Fotos: Divulgação

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