Hemopa promove conscientização sobre Doença Falciforme com histórias de cuidado
25/06/2026Para Suane Meirelles, mãe de Everson Calandrini, paciente acompanhado pela Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa), participar do evento “Dia Mundial de Conscientização da Doença Falciforme: Precisamos Falar Sobre”, foi mais uma oportunidade de aprender sobre a condição do filho e fortalecer o cuidado diário. A programação foi realizada, na terça-feira (23), no auditório da Fundação, em Belém, reunindo pacientes, familiares e profissionais da equipe multiprofissional.

Foto: Aline Seabra – Ascom/Hemopa Suane Meirelles – Mãe de Everson Calandrini, paciente acompanhado pela Fundação Hemopa.
Moradora do Marajó, Suane contou que o diagnóstico do filho ocorreu após uma investigação médica, em Belém. Antes disso, segundo ela, a família enfrentou dificuldades até compreender o que Everson tinha. Desde então, o acompanhamento no Hemopa passou a fazer parte da rotina da família.
“É um momento de aprendizado. A gente aprende cada dia mais sobre a doença. Com todas as lutas de morar no Marajó, é difícil, mas eu tento não faltar, para aprender cada dia mais a lidar com a doença dele”, relatou Suane.
A programação destacou a importância da informação no enfrentamento da doença falciforme, condição genética que exige acompanhamento contínuo. Para a médica hematologista Saide Sarmento, coordenadora do Ambulatório de Pacientes do Hemopa, a conscientização ainda é um dos principais caminhos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Coord. do Ambulatório do Hemopa, Saide Trindade: “A informação é importante, e precisamos divulgar mais sobre a doença” Foto: Josué Amaral – Ascom/Hemopa
O evento também abordou o cuidado integral ofertado pelo Hemopa, responsável pela hemorrede estadual e referência no acompanhamento de pessoas com doenças hematológicas. A equipe multiprofissional atua desde o diagnóstico e segue durante todo o tratamento, incluindo orientações médicas, assistência farmacêutica, acompanhamento social, apoio educacional e atendimento hospitalar quando necessário.

Pedagoga da Escola Hospitalar do Hemopa, Joyce Cunha: “A educação pode ajudar no enfrentamento das dificuldades” Foto: Aline Seabra – Ascom/Hemopa
Segundo a enfermeira Rosilene Freitas, o acompanhamento dos pacientes com doença falciforme começa ainda nos primeiros meses de vida, após o encaminhamento realizado pela triagem neonatal. No Hemopa, a equipe de enfermagem participa do acolhimento das famílias, acompanha a evolução clínica dos pacientes e atua de forma integrada com a equipe multiprofissional durante todo o tratamento.

Enfermeira da Fundação Hemopa, Rosilene Freitas: “Acompanhamos e orientamos as famílias para prevenir complicações” Foto: Aline Seabra – Ascom/Hemopa
A profissional destacou ainda a importância de iniciativas voltadas à conscientização dos pacientes e familiares. “Este evento é fundamental porque permite que as famílias conheçam melhor a doença e aprendam a identificar sinais e sintomas que exigem atenção. Conhecer é o primeiro passo para aprender a cuidar e contribuir para a qualidade de vida dessas crianças e adolescentes”, afirmou.

Assistente social do Hemopa, Francely Lemanski, reitera que conhecer sobre a doença ajuda pacientes a buscarem tratamento Foto: Aline Seabra – Ascom/Hemopa
Na assistência farmacêutica, o farmacêutico Robson Paixão explicou que o acompanhamento está diretamente ligado à jornada do paciente com doença falciforme. Segundo ele, o uso correto dos medicamentos contribui para o controle da doença, prevenção de infecções, manejo da dor e adesão ao tratamento.

Farmacêutico do Hemopa, Robson Paixão: “Uso correto dos medicamentos contribui para o controle da doença”. Foto: Aline Seabra – Ascom/Hemopa
A doença falciforme é um grupo de alterações genéticas hereditárias que deforma os glóbulos vermelhos, tornando-os rígidos e em formato de foice. Isso obstrui o fluxo sanguíneo e causa crises de dor intensa, anemia crônica e danos a órgãos.



