Maior hospital do Pará homenageia pediatra no nome

Maior hospital do Pará homenageia pediatra no nome

27 de julho de 2021 Off Por Roberta Vilanova

Hospital Regional Dr. Abelardo Santos

Um pediatra que formou pediatras, é assim que Abelardo Santos é conhecido no meio médico do Brasil. Ele nasceu em 3 de dezembro de 1916, na capital paraense. Sua trajetória de vida e sua carreira profissional revelam um homem que associou a medicina com a cultura, deixando legados que o levaram a ser homenageado pelo Governo do Estado, como o seu nome referenciado no maior hospital público do Pará. Localizado em Icoaraci, distrito de Belém, o Regional Dr. Abelardo Santos é referência no atendimento infantil no Estado. Além do pronto-atendimento 24 horas, a unidade conta com complexo neonatal e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátrica.

Abelardo Santos é egresso da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará. Diplomado, fez estágio no Rio de Janeiro no Hospital Jesus e no Instituto Nacional Puericultura: duas referências no tratamento infantil. Nos anos seguintes, sua carreira profissional deslanchou exclusivamente em Belém. A assistência, a gestão e a formação profissional na área pediátrica configuram um tripé indissociável em sua trajetória, passando a gerir unidades como o Ophir Loyola e a Santa Cara de Misericórdia do Pará. O médico firmou-se, ao passar dos anos, como uma das mais importantes referências de pediatria na região, formando o que se pode chamar de Escola Pediátrica Paraense.

“A história da maior unidade hospitalar do Estado se entrelaça à carreira ao legado de um grande profissional, com projetos pioneiros na pediatria paraense. Nada mais justo que isso, hoje, o HRAS se tornou referência na especialidade. Atendemos crianças de 0 a 12 anos, 11 meses e 29 dias, todos os dias, 24h”, explicou Marcos Silveira, diretor executivo do Abelardo Santos. A unidade atende, em média, 100 crianças por dia e conta com leitos de UCIs e UTIs pediátricas.

Reestruturação – Desde março, sob a gestão do Instituto Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), todos os setores da unidade estão passando por uma reestruturação, inclusive, a pediatria. “Estamos investindo em um atendimento humanizado, com isso, incrementamos projetos que minimizem o sofrimento das crianças e dos pais, durante os tratamentos de saúde”, ressaltou o diretor técnico do HRAS, Paulo Henrique Ataíde.

Em junho, por exemplo, foi lançado o Projeto Pronto-Sorriso. “A finalidade é tornar o ambiente mais leve até mesmo para o colaborador. Às sextas-feiras, fazemos eventos na urgência infantil com balões, massa de modelar, giz de cera e a entrega de certificados de coragem aos pacientes. Nestes dias, os colaboradores estarão liberados para o uso de roupas temáticas e coloridas”, detalhou a supervisora do pronto-socorro pediátrico Shamira Resque.

Atividades de humanização fazem parte da rotina hospitalar

Rotina – A médica pediátrica intensivista, Mary Lucy Ferraz Maia, 48 anos, fala sobre a rotina da pediatria dentro do HRAS. “Evidenciando o que diferencia a especialidade, seria dizer que é necessário uma boa anamnese (conversa com a mãe) e um bom exame físico, para se ter o diagnóstico”, frisou. “A criança doente precisa ser abordada com um olhar humanizado, pois são indefesos e dependem de seus cuidadores e de quem os examina para um tratamento adequado”, ratifica a médica.

Mary também fala sobre o que a levou à especialidade na medicina.  “Costumo dizer que não escolhemos a profissão. É a profissão que nos escolhe. E assim aconteceu com este relacionamento amoroso com a pediatria. Dizia que não faria pediatria, porém, hoje sou a pessoa mais apaixonada pelo o que faço e colho os frutos deste amor à profissão, assim, tento também formar novos apaixonados pela especialidade”, ressalta a profissional, que há duas décadas atua na área.

Texto: Roberta Paraense/HRAS

Fotos: Rodrigo Pinheiro e Marcelo Seabra/Ag. Pará