Mais de 90 municípios são assistidos com tratamentos de alta e média complexidade do HRAS

Mais de 90 municípios são assistidos com tratamentos de alta e média complexidade do HRAS

27 de julho de 2021 Off Por Roberta Vilanova

O HRAS mantém uma grande infraestrutura de internação e ambulatorial, construída em 28 mil m²

O pedreiro Adauto Moraes, 58 anos, foi encaminhado pelo sistema de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), do município de Marabá, no sudoeste paraense, para fazer o acompanhamento dos nódulos do pulmão no Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS). “Já fiz a segunda consulta aqui no Abelardo. Sinto muito cansaço e dor no peito e hoje trouxe todos os exames para o médico avaliar e verificar qual será o tratamento mais indicado”, contou Adauto. “Fazer um acompanhamento em hospital de grande porte, traz uma segurança para o paciente e uma confiança de ser atendido por profissionais qualificados”, reforçou.

Já a pescadora Maria Alice Gonçalves Martins, 35 anos, recorreu à unidade após ficar sabendo que sua filha, Alissandra Castilho, de 16 anos, precisa passar por um procedimento cirúrgico nos rins. Na sua primeira consulta com o nefrologista, ela já saiu confortada com o início do tratamento. “Depois de um mês de exames e consultas, descobrimos o motivo das dores nas costas e no abdômen. E logo fomos encaminhadas para o Abelardo Santos. Agora, ela iniciará o tratamento com o especialista de referência. Para gente, mesmo que tenha vindo de longe, é um alívio saber que ela será bem tratada e voltará ter uma vida normal”, explicou.

Para o secretário Estadual de Saúde, Rômulo Rodovalho, o recebimento desses pacientes mostra o alcance da população nos serviços de saúde pública do Pará.

O Hospital é referência em mais de dez especialidades médicas

“Os atendimentos da Sespa, oferecidos no Abelardo Santos são para pacientes que precisam de tratamentos de média e alta complexidade. A unidade mantém uma grande infraestrutura de internação e ambulatorial, construída em 28 mil m². Para se ter uma ideia, o HRAS tem um complexo cirúrgico com seis salas operatórias, sete leitos de sala de Recuperação Pós Anestésica (RPA) e três salas de indução, além da Hemodinâmica, para a realização de procedimentos neurológicos e vasculares minimamente invasivos”, apontou o titular da pasta.

Tratamentos – A dona de casa Dionéia da Conceição Gonçalves, 56 anos, mora no município de Salvaterra, no Marajó. Ela foi encaminhada para o HRAS, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, para fazer o acompanhamento ginecológico de uma lesão no útero. “Aqui o atendimento é bom. Desde 2020 faço esse tratamento, mas com a pandemia, ficou suspenso por um tempo. Agora, retomei a rotina dos exames pré-operatórios”, disse. Dionéia fará o procedimento cirúrgico tão esperado no próximo mês.

Funcionamento – Os municípios da Região Metropolitana de Belém (RMB) estão entre as cidades que mais demandam atendimentos ao HRAS. A capital encabeça o ranking, seguido por Ananindeua e Marituba. Ainda entre os cinco municípios com mais pacientes presentes, na unidade, estão Abaetetuba e Benevides.

 

Hospital Abelardo Santos já realizou cirurgia de alta complexidade para remover aneurisma cerebral em paciente.

“O Abelardo Santos é referência em especialidades como a vascular, ginecologia, nefrologia, neurocirurgia, cirurgia torácica, mastologia, clínica médica, cirurgia geral, cirurgia pediátrica além da obstetrícia e pediatria. Prestamos atendimentos para toda a população paraense. Apenas no mês passado, fizemos 1.092 internações para pacientes de 91 municípios do Estado de todas as regiões. Para se ter uma ideia, atendemos, em junho, pacientes de Castelo dos Sonhos, em Altamira. A localidade é considerada o distrito brasileiro mais distante do seu respectivo município”, frisou Marcos Silveira, diretor executivo do Regional Abelardo Santos.

A regionalização é uma diretriz do Sistema Único de Saúde (SUS), consolidado na Constituição Federal de 1988, a partir de lutas sociais durante a Reforma Sanitária Brasileira, a qual tem como objetivo garantir o direito à saúde da população, reduzindo as desigualdades sociais e territoriais. Assim, o HRAS presta assistência própria do hospital de especialidades estratégicas aos pacientes de todo o Estado do Pará.

Texto: Roberta Paraense/HRAS

Fotos: Pedro Guerreiro e Bruno Cecim/Ag. Pará