Placenta vira pintura para presentear mães do Hospital Abelardo Santos

Placenta vira pintura para presentear mães do Hospital Abelardo Santos

30 de junho de 2021 Off Por Roberta Vilanova

Thalia Oliveira, com sua pequena Maria Elisa

“Esse projeto é muito interessante, ainda não tinha visto uma iniciativa como essa em nenhum outro hospital do Estado. Eu escolhi as cores para a equipe fazer a arte, com a minha placenta, e ficou muito fofo. Gostei demais, vou até emoldurar. Foi feito com muito amor”, conta Thalia Oliveira, mãe da pequena Maria Elisa, que nasceu na última segunda-feira (28), às 12h02, no Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém.

Projeto Árvore da Vida no HRAS

O Projeto Árvore da Vida, implantado na unidade em maio, em homenagem ao Dia das Mães, entregou cerca de 230 artes no primeiro mês, a partir do lançamento. Após o parto, as famílias ganham o carimbo da placenta da mãe, para celebrar esse momento tão especial, que é a chegada de um bebê.

A iniciativa faz parte de uma reestruturação do setor de obstetrícia do Aberlardo Santos, que é referência do Estado, no atendimento de urgência e emergência obstétrica. O projeto já era utilizado em outras capitais do Brasil, mas, entra, pela primeira vez, na rede Estadual de Saúde do Pará, com o objetivo de humanizar o parto e fortalecer o elo entre mãe e filho.

Marcos Silveira, diretor executivo do Hospital Abelardo Santos, explica o objetivo do projeto

O diretor executivo do Hospital Abelardo Santos, Marcos Silveira, explica que a intenção do projeto é eternizar o momento do nascimento das crianças, a partir da reprodução da placenta, que, na medicina, é considerada um símbolo de vida, das raízes da criança no terreno da mãe.

“Queremos marcar esse momento, que é tão especial, garantindo um tratamento humanizado e mais próximo dos pacientes. As artes são feitas pelos próprios colaboradores da unidade, que se engajam nas causas, para proporcionar uma experiência diferenciada para os nossos pacientes. Esse projeto só é possível com o envolvimento de toda a equipe”, ressalta o diretor.

A enfermeira obstétrica do HRAS, Thalita Beltrão, explica que a placenta é a primeira morada do bebê, onde é construído o primeiro vínculo com a mãe e por onde a criança recebe os nutrientes e o oxigênio, necessários para que se desenvolva e cresça com segurança.

Momento da confecção da arte

CONFECÇÃO – A placenta passa por um processo de higienização pela equipe de enfermagem, para que possa receber o trabalho artístico. Com tintas à base de água, o órgão é colorido e depois é carimbado em uma folha de papel cartão, para ser entregue à família, antes da alta hospitalar.

O Projeto tem como nome “Árvore da Vida”, por fazer alusão ao formato de um vegetal com ramificações. O caule é alusivo ao cordão umbilical, e os galhos são as extensões dos vasos sanguíneos, seguido pelo tecido placentário, o qual faz referência às folhas.

Thalita Beltrão, enfermeira, fala sobre o trabalho desenvolvido

REFORMULAÇÃO – O HRAS, administrado pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), passou a desenvolver um trabalho terapêutico, no momento do parto, com massagens para alívio da dor, exercícios, banho com água morna e musicoterapia. “Trabalhamos com humanização e respeito à mulher, como protagonista do seu parto. A prioridade é a assistência humanizada, é dar o conforto necessário para a mulher nesse momento, para que ela seja livre”, ressalta a enfermeira Thalita Beltrão.

Thalia Oliveira, ficou encantada com o atendimento recebido no Abelardo Santos. “O tratamento é muito bom. Tive a minha primeira filha aqui e fiz questão de ter a segunda também, porque fui super bem acolhida. Nos momentos antes do parto, toda a equipe estava me apoiando e me incentivando para ter o bebê de parto normal. Fiquei muito feliz porque eu consegui”, conta.

Texto: Giovanna Abreu/Secom
Fotos: Rodrigo Pinheiro/Ag. Pará