Placenta vira pintura para presentear mães do Hospital Abelardo Santos

Thalia Oliveira, com sua pequena Maria Elisa

“Esse projeto é muito interessante, ainda não tinha visto uma iniciativa como essa em nenhum outro hospital do Estado. Eu escolhi as cores para a equipe fazer a arte, com a minha placenta, e ficou muito fofo. Gostei demais, vou até emoldurar. Foi feito com muito amor”, conta Thalia Oliveira, mãe da pequena Maria Elisa, que nasceu na última segunda-feira (28), às 12h02, no Hospital Regional Dr. Abelardo Santos (HRAS), em Icoaraci, distrito de Belém.

O Projeto Árvore da Vida, implantado na unidade em maio, em homenagem ao Dia das Mães, entregou cerca de 230 artes no primeiro mês, a partir do lançamento. Após o parto, as famílias ganham o carimbo da placenta da mãe, para celebrar esse momento tão especial, que é a chegada de um bebê.

Resultado do Projeto Árvore da Vida no HRAS

A iniciativa faz parte de uma reestruturação do setor de obstetrícia do Aberlardo Santos, que é referência do Estado, no atendimento de urgência e emergência obstétrica. O projeto já era utilizado em outras capitais do Brasil, mas, entra, pela primeira vez, na rede Estadual de Saúde do Pará, com o objetivo de humanizar o parto e fortalecer o elo entre mãe e filho.

O diretor executivo do Hospital Abelardo Santos, Marcos Silveira, explica que a intenção do projeto é eternizar o momento do nascimento das crianças, a partir da reprodução da placenta, que, na medicina, é considerada um símbolo de vida, das raízes da criança no terreno da mãe.

Marcos Silveira, diretor executivo do Hospital Abelardo Santos, explica o objetivo do projeto

“Queremos marcar esse momento, que é tão especial, garantindo um tratamento humanizado e mais próximo dos pacientes. As artes são feitas pelos próprios colaboradores da unidade, que se engajam nas causas, para proporcionar uma experiência diferenciada para os nossos pacientes. Esse projeto só é possível com o envolvimento de toda a equipe”, ressalta o diretor.

A enfermeira obstétrica do HRAS, Thalita Beltrão, explica que a placenta é a primeira morada do bebê, onde é construído o primeiro vínculo com a mãe e por onde a criança recebe os nutrientes e o oxigênio, necessários para que se desenvolva e cresça com segurança.

CONFECÇÃO – A placenta passa por um processo de higienização pela equipe de enfermagem, para que possa receber o trabalho artístico. Com tintas à base de água, o órgão é colorido e depois é carimbado em uma folha de papel cartão, para ser entregue à família, antes da alta hospitalar.

O Projeto tem como nome “Árvore da Vida”, por fazer alusão ao formato de um vegetal com ramificações. O caule é alusivo ao cordão umbilical, e os galhos são as extensões dos vasos sanguíneos, seguido pelo tecido placentário, o qual faz referência às folhas.

Thalita Beltrão, enfermeira, fala sobre o trabalho desenvolvido

REFORMULAÇÃO – O HRAS, administrado pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), passou a desenvolver um trabalho terapêutico, no momento do parto, com massagens para alívio da dor, exercícios, banho com água morna e musicoterapia. “Trabalhamos com humanização e respeito à mulher, como protagonista do seu parto. A prioridade é a assistência humanizada, é dar o conforto necessário para a mulher nesse momento, para que ela seja livre”, ressalta a enfermeira Thalita Beltrão.

Thalia Oliveira, ficou encantada com o atendimento recebido no Abelardo Santos. “O tratamento é muito bom. Tive a minha primeira filha aqui e fiz questão de ter a segunda também, porque fui super bem acolhida. Nos momentos antes do parto, toda a equipe estava me apoiando e me incentivando para ter o bebê de parto normal. Fiquei muito feliz porque eu consegui”, conta.

Texto: Giovanna Abreu/Secom
Fotos: Rodrigo Pinheiro/Ag. Pará

Você pode gostar...