Secretaria de Saúde do Pará lança cartilha Saúde Bucal – Câncer de Boca

Secretaria de Saúde do Pará lança cartilha Saúde Bucal – Câncer de Boca

27 de julho de 2021 Off Por Roberta Vilanova

A publicação foi desenvolvida pela Coordenação Estadual de Saúde Bucal da Sespa e orienta sobre atitudes preventivas à saúde bucal

Lançada pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) nesta terça-feira, 27, no hospital Ophir Loyola, em Belém, a “Cartilha Saúde Bucal – Câncer de Boca”. A publicação tem orientações para estimular gestores dos serviços de saúde e a população a promoverem ações preventivas e ajudar  a identificar lesões que podem acometer a cavidade bucal para o diagnóstico precoce e o aumento de chances de cura.

A cartilha foi desenvolvida pela Coordenação Estadual de Saúde Bucal da Sespa, que também edita cartilhas voltadas para outras políticas públicas, como a Saúde Bucal do Bebê, Saúde Bucal do Idoso, Saúde Bucal do Adolescente e Saúde Bucal dos Fissurados, além de orientações para a prevenção da Covid-19 em consultórios odontológicos.

O câncer está como uma das principais doenças da boca e como prevenção destaca-se a necessidade do autoexame. A enfermidade pode acometer estruturas anatômicas como lábios, gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua. Para 2020, (estudo mais recente), o Instituto Nacional do Câncer estimou 15.190 casos novos da doença no país, sendo 11.180 homens e 4.010 mulheres.

A coordenadora de Saúde Bucal da Sespa, Alessandra Amaral, observa a importância das consultas regulares com o dentista ou médico para detectar os primeiros sinais da doença. “O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento. Os sintomas mais comuns incluem feridas ou aftas que não cicatrizam há mais de 15 dias, manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas, nódulos  no pescoço e rouquidão persistente”, destaca.

Na maioria dos casos, o médico é capaz de identificar as lesões do câncer apenas observando a boca por meio do exame clínico, porém é retirada uma pequena porção da lesão para a realização da biópsia, exame que confirmará ou não a presença de células cancerígenas. Alguns exames de imagens também podem ser solicitados,  a exemplo da tomografia computadorizada. “É necessário o diagnóstico no estágio inicial do câncer bucal para permitir melhores resultados funcionais,  prognóstico e tratamentos menos agressivos”, afirma.

O principal fator de risco está na associação do fumo ao consumo de bebidas alcoólicas que aumenta em até 30 vezes o risco de desenvolvimento do câncer da cavidade oral, afirma Gisele Nascimento, coordenadora da Divisão de Odontologia do Hospital Ophir Loyola, referência estadual em oncologia. Segundo ela, também é preciso ter cuidado com exposição  solar prolongada e sem proteção, além de manter uma boa higiene bucal e usar preservativo na prática do sexo oral devido ao risco de infecção pelo HPV.

Em Belém, equipes da Sespa e do Hospital Ophir Loyola, no lançamento da cartilha Saúde Bucal – Câncer de Boca, nesta terça-feira (27)

“Temos um perfil clássico assistido no hospital que é composto por pacientes do sexo masculino, maioria com idade entre 45- 50 anos, residentes da do litoral e zona rural sem cuidados ao ficarem expostos ao sol, tabagistas e  consumidores de bebidas alcoólicas com uma baixa higiene oral.  É principalmente para essas pessoas que as informações devem chegar a fim de que a prevenção  aconteça”, afirma a especialista do Ophir Loyola.

O lançamento da cartilha foi transmitido ao vivo pelo Instagram da Coordenação de Saúde Bucal da Sespa direto do hospital Ophir Loyola. “ Os exemplares serão entregues a todas coordenações estaduais para  que as informações cheguem a todos os 144 municípios paraenses, por meio da distribuição nas  Unidades  Básicas e Especializadas de Saúde”, afirmou Alessandra Amaral.

Texto de Leila Cruz /HOL (com informações de Mozart Lira/ Sespa)

Fotos: José Pantoja/Sespa