Hospital de Campanha de Santarém completa seis meses com mais de 600 altas

Hospital de Campanha de Santarém completa seis meses com mais de 600 altas

19 de agosto de 2021 Off Por Roberta Vilanova

Profissionais de Saúde do Hospital de Campanha de Santarém comemoram a alta médica de mais duas pacientes, no oeste do Pará

Após a segunda onda de contágio de Covid-19, o Hospital de Campanha de Santarém (HCS), no oeste paraense, completa seis meses como suporte ao tratamento da doença na região. A Unidade ultrapassa a marca de 600 altas médicas aos pacientes.

Joice de Almeida Peixoto foi a 600ª paciente a receber autorização para continuar a recuperação em casa. “No dia 6, fui de ambulância para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e de lá me mandaram para o hospital de campanha. Achei excelente, médicos muito dedicados, nunca vi na minha vida”, afirmou a paciente, que mora na comunidade São Brás.

Ela recordou que “todo tempo do mundo carinho com seus pacientes, as técnicas de enfermagem, enfermeiras são excelentes. Quando fui para lá não imaginava que fosse assim porque de fora vemos tanta coisa. Fui com medo, pensei que ia ser malcuidada. Mas foi tudo ao contrário. Cuidam da gente com carinho como se fosse criança, dão atenção para nós. Eu não tenho o que me queixar de nada de lá.  A sensação que eu tive quando saí fiquei muito feliz de reconstruir minha vida de novo com a chance que Deus me deu”, comemorou a paciente.

Recuperadas da covid-19, Joice Peixoto e Francisca Gleiceane felizes da vida com a assistência do Hospital de Campanha de Santarém

Logo em seguida foi a vez de Francisca Gleiceane, que compartilhou da mesma percepção. “Eu já vinha doente há 13 dias, já estava em Santarém há mais de dois meses, me medicando por conta própria porque eu tinha medo de ir para o hospital. Eu comecei a sentir falta de ar.  A equipe de enfermagem está toda de parabéns. Na verdade a visão que eu tinha aqui fora, quando chega lá a realidade é totalmente diferente. Tratamento muito bom e não tem preto, branco, rico, pobre, gordo ou magro. Ali são todos iguais. Eu falo muito bem desse hospital de campanha e peço para não fecharem senão vai morrer muita gente. A equipe de limpeza, da cozinha, paciência demais com os idosos que usam fralda e não podem ter acompanhante”, destaca Francisca.

O gestor administrativo do HCS, Marcelo Henrique, destaca ações que vão além do atendimento clínico. “Hoje estamos completando seis meses de funcionamento e já ultrapassamos a marca de 600 altas por melhora médica. São pacientes que deram entrada na unidade para tratamento da Covid-19 e receberam, além do atendimento clínico, atenção especial e acolhimento humanizado de toda a equipe multiprofissional, participando inclusive de projetos realizados na unidade como Cabine do Amor que é quando ele recebe um abraço de um familiar, com todo o aparato de segurança necessário; atividade coletiva de fisioterapia com música; cinema na própria clínica, entre outros projetos que realizamos aqui dentro. A direção do hospital de campanha está muito feliz por saber que a qualidade do atendimento é refletida no grande número de altas de pacientes que retornam ao convívio de suas famílias recuperados”, comemora Marcelo.

O titular da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Rômulo Rodovalho, comenta a decisão de reabertura do HCS em 18 de fevereiro. “A reativação do Hospital de Campanha de Santarém foi providenciada pela Sespa para atender, naquele momento, a demanda de pacientes diante do quadro da pandemia no Baixo Amazonas. Seis meses depois, o número de altas da unidade e as mensagens de agradecimento das pessoas recuperadas mostram que foi uma decisão acertada”, elogia.

Estrutura – Com 60 leitos clínicos, a unidade hospitalar temporária está montada na Escola Maria Uchoa Martins, no bairro Floresta, que fica a 800 metros do Hospital Regional do Baixo Amazonas. São sete enfermarias, com cinco leitos em cada; uma enfermaria de 16 leitos e uma sala de estabilização, dispondo de quatro leitos.

Até o dia 18 de agosto, o HCS já havia recebido 744 pacientes, dos quais 18 continuam internados em leitos clínicos e 3 em leitos de estabilização. Houve registro de 604 altas médicas, 107 foram transferidos para outras Unidades e 12 evoluíram a óbito.

A taxa de ocupação dos leitos clínicos é de 50% e a dos leitos de estabilização, 75%.

Texto: Dayane Baía/Secom
Fotos: Ascom/HCS