Menino vive a fantasia de brincar com o Homem-Aranha no Hospital Oncológico Infantil

Menino vive a fantasia de brincar com o Homem-Aranha no Hospital Oncológico Infantil

26 de junho de 2021 Off Por Roberta Vilanova

O empresário Fábio Evilázio, herói da solidariedade, contribuiu para levar momentos de alegria a Matheus

Encontrar o super-herói preferido enquanto se luta, de forma heroica, contra um câncer, é o sonho que o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, torna possível desde 2016, com o Projeto Super-Herói, realizado com o apoio de voluntários e todas as medidas de segurança previstas nos protocolos contra a Covid-19. Na sexta-feira (25), foi a vez do menino Matheus Marques, 3 anos, viver essa emoção.

O pequeno paciente ficou diante do Homem-Aranha, seu personagem preferido em filmes e histórias em quadrinhos. Entre sorrisos e o gestual característico do herói, Matheus entrou na brincadeira e se tornou personagem das próprias aventuras. Por trás da máscara e da roupa colorida estava o empresário Fábio Evilázio, que há dez anos se dispõe a levar alegria às crianças em tratamento contra o câncer.

“A mãozinha dele tremeu de emoção. Fico muito feliz em poder desenvolver esta atividade, pois representa o amor ao meu próximo. Não tem nada igual em poder realizar o sonho de uma criança, e ver o sorriso estampado no rostinho dela”, disse Fábio.

A emoção do menino diante do super-herói favorito

Matheus Marques foi internado na unidade no último dia 10 de maio, após a descoberta de um tumor em um dos rins. Ele vem recebendo a assistência necessária, com exames e quimioterapia. De acordo com a mãe, Beatriz Marques, antes do diagnóstico o menino começou a apresentar febres diárias e inchaço na barriga. Para ela, o filho havia se machucado, mas ficou atenta aos sintomas e resolveu buscar orientação médica, sendo encaminhada ao Hospital Oncológico Infantil.

A mãe, natural de Salinópolis, município da região Nordeste, disse que Matheus é apaixonado pelo personagem Homem-Aranha desde que começou a ver os desenhos, com pouco mais de um ano de idade. “Tudo que é referente ao Homem-Aranha ele gosta. Já comprei máscara, luva, boneco. Só não consegui comprar ainda a roupa”, contou Beatriz.

Referência – Unidade que integra a rede pública de saúde do Pará, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo é a principal referência no tratamento de crianças e jovens com câncer no norte do País. Suas ações de humanização fornecem suporte ao cuidado médico, amenizando angústias, medos e ansiedades aos pacientes e acompanhantes.

Para a pediatra Anna Maria Amorim, a iniciativa é lúdica para todos os envolvidos no projeto. “Acreditamos que todos somos super-heróis, começando pelas crianças, que lutam diariamente contra a doença, e também as famílias, que sempre estão por perto nessa batalha, e os colaboradores, que enfrentam anseios na atividade de cuidar do outro”, ressaltou.

As brincadeiras foram acompanhadas pela mãe de Matheus, Beatriz Marques

Humanização – Gerenciado pela Pró-Saúde, por meio de contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo mantém o Escritório de Experiência do Paciente (EEP), voltado à realização de projetos relacionados à humanização no ambiente hospitalar.

“A finalidade é deixar o clima de atendimento mais leve, proporcionando acolhimento, alegria, encorajamento aos pacientes e seus acompanhantes no enfrentamento ao câncer infantojuvenil, e propiciar motivação aos colaboradores para a rotina de trabalho”, disse Jaasai Ribeiro, analista de Humanização, responsável pelo EEP.

“O brincar é uma ferramenta importante, que auxilia na promoção de benefícios durante o processo de tratamento, recuperação e reabilitação para as crianças e para quem lida com a jornada de hospitalização no trabalho assistencial”, reiterou a psicóloga hospitalar Maíra Sousa, da equipe Multiprofissional do Oncológico Infantil.

Para o titular da Sespa, Rômulo Rodovalho, ações de humanização são fundamentais para a recuperação da saúde física e emocional, especialmente de pacientes oncológicos e suas famílias. “Iniciativas como essas precisam ser multiplicadas por todo o Pará, e beneficiar cada vez mais usuários do SUS (Sistema Único de Saúde)”, afirmou o secretário.

Texto: Emanuel Jadir /HOL

Fotos: Divulgação